Ianomâmis denunciam falta de medicamentos para tratar crianças indígenas: “estão expelindo vermes pela boca”

Há nove meses indígenas não recebem Albendazol, remédio básico para o tratamento de verminose

(Foto: Raquel Uendi/ISA)


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247 - Em carta encaminhada ao Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yekwana (Dsei-YY), do Ministério da Saúde no dia 12 de julho, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) da Terra Indígena (TI) Yanomami, localizada entre Roraima e Amazonas denuncia ausência de medicamentos para tratar verminose, falta de profissionais da saúde e aumento de casos de malária.

De acordo com as lideranças indígenas,  estoques de Albendazol, medicamento básico para tratar a verminose em crianças, não são distribuídos nas comunidades há nove meses. 

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“Nossas crianças chegam ao ponto de expelir vermes pela boca e há muito tempo não está sendo feito o tratamento com regularidade”, diz o documento. 

E não é só. Reportagem da CNN revela ainda que apenas 10% das comunidades atendidas pelo Dsei têm acesso à água potável por meio de poços artesianos e demais sistemas.

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Contrariando as estatísticas do Ministério da Saúde, que registrou entre os anos de 2020 e 2021 diminuição de 5% dos casos de malária, o documento diz que os casos da doença  aumentaram exponencialmente em todas as regiões da Terra Indígena Yanomami.

Somam-se as denúncias, a falta de medicação para tratar a malária e insumos, como lâminas, lancetas e corante, e a deficiência de profissionais das equipes multidisciplinares de saúde e microscopistas Yanomami.

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