Hospital entrega pernas amputadas de paciente em caixa de papelão
Na internação, no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins, os membros do paciente foram entregues em uma caixa de papelão. Secretaria de Saúde diz que houve falha de comunicação
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247 - Os parentes do pedreiro Deonir Teixeira da Paixão, 46 anos, que sofreu um acidente grave em Paraíso do Tocantins e teve as duas pernas amputadas, receberam os membros do familiar em uma caixa de papelão.
De acordo com reportagem do G1, Deonir foi atendido no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins, onde teve os membros amputados. "Membro inferior direito sem o pé e membro inferior esquerdo com o pé. Obs: falta um pedaço da perna direita também", informava um recado que acompanhava a caixa entregue ao filho de Deonir.
Uma sobrinha do paciente, que não quis se identificar, disse que a única opção da família foi entrar em contato com a funerária, para saber como proceder.
"O funcionário que foi lá tinha 14 anos de serviço e disse que isso nunca tinha acontecido. Que quando entregam o membro eles pegam no necrotério", disse a sobrinha da vítima.
Segundo a mulher, no hospital eles foram orientados a enterrar os membros.
"O hospital nos entregou em mãos. Disseram que se a gente não recebesse para enterrar eles iriam descartar no lixo hospitalar. Não avisaram nada de que iriam enterrar ou incinerar tudo direitinho. Aproveitaram da fragilidade do filho, do irmão, que acabara de passar por uma situação muito grave. Muito constrangedor isso aqui", lamentou a mulher.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que houve falha na comunicação sobre o descarte dos membros e lamentou a situação. Disse, ainda, que nesses casos, uma empresa é responsável pelo descarte, mas "a equipe multiprofissional não soube explicar o trâmite à família, que decidiu levar os membros".
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) lamenta a falha na comunicação entre a equipe plantonista do Hospital Regional de Paraíso do Tocantins e os familiares do paciente Deonir Teixeira da Paixão, quanto aos esclarecimentos sobre os descartes de membros amputados.
A SES-TO destaca que todas as unidades hospitalares estaduais seguem um protocolo padrão dentro das resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nº 306 (2004) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente nº 358 de (2005), as quais versam sobre a disposição final de resíduos dos serviços de saúde.
A SES-TO pontua que em caso de amputações a equipe multiprofissional da unidade hospitalar informa aos familiares sobre a necessidade do procedimento para a manutenção da vida do paciente e no ato é dada à família a escolha de levar os membros ou deixar a cargo do serviço de saúde, o descarte dos mesmos.
Quando o hospital é responsável pelo descarte de membros ele ocorre através de empresa especializada contratada para a realização do referido serviço, a qual não trata o material como lixo comum.
No caso em questão, a SES-TO enfatiza que a equipe multiprofissional não soube explicar o trâmite à família, que decidiu levar os membros. Para isso, os familiares assinaram um termo de responsabilidade, o qual consta, inclusive, relatado no prontuário do paciente.
Palmas/TO, 10 de outubro de 2022
Secretaria de Estado da Saúde
Governo do Tocantins
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