Horas antes de prestar depoimento à PF, Bolsonaro fala em 'interferências no Executivo'

Embora não tenha citado nomes, afirmação de Jair Bolsonaro tem como alvo o ministro STF Alexandre de Moraes

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Adriano Machado/Reuters | Rosinei Coutinho/SCO/STF)


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247 - Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (22), que o Poder Executivo foi alvo de “interferências” ao longo do ano passado. "[Em 2021] enfrentamos também outras atribulações. Interferências no Executivo, as mais variadas possíveis”, disse durante cerimônia no Palácio do Planalto. A afirmação foi feita poucas horas antes do término do prazo para que ele preste depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que apura o vazamento de um inquérito sigiloso do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante uma live feita pelo ex-capitão. 

Bolsonaro disse, ainda, que apesar das “interferências” sempre respeitou o jogo democrático. “Sempre, da nossa parte, jogando com aquilo que nós temos e aquilo que nós juramos respeitar por ocasião da nossa posse, a nossa Constituição", afirmou ele, de acordo com a Folha de S. Paulo.  

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Embora não tenha citado nomes, as declarações de Bolsonaro são dirigidas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que nesta quinta-feira (27), determinou que ele depusesse no âmbito da investigação acerca do vazamento dos dados do TSE. Como ele não indicou local, dia e horário dentro do prazo para ser ouvido pelos policiais, ele terá que comparecer na PF às 14h.

 Caso não compareça ao depoimento, Bolsonaro estará descumprindo uma ordem judicial e competirá a Moraes definir medidas judiciais que serão adotadas.

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No twitter, a jornalista Bela Megale, de O Globo, afirmou que Bolsonaro teria dito a pessoas próximas que “Moraes estaria o perseguindo e que teve a intenção de humilhá-lo”, e que o ministro estaria dando a ele um “tratamento que nunca deu nem a traficante de drogas”.

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