Heleno ironiza Papa por receber Lula: ‘solidariedade a malfeitores’
“Parabéns ao Papa Francisco pelo gesto de compaixão. Ele recebeu Lula, no Vaticano", escreveu o ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno. "Confraternizar com um criminoso, condenado, em 2ª instância, a mais de 29 anos de prisão, não chega a ser comovente, mas é um exemplo de solidariedade a malfeitores, tão a gosto dos esquerdistas”, acrescentou
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247 - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, demonstrou indignação com o encontro entre o Papa Francisco e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Parabéns ao Papa Francisco pelo gesto de compaixão. Ele recebeu Lula, no Vaticano. Confraternizar com um criminoso, condenado, em 2ª instância, a mais de 29 anos de prisão, não chega a ser comovente, mas é um exemplo de solidariedade a malfeitores, tão a gosto dos esquerdistas”, disse o general no Twitter.
Após o encontro, Lula disse que em Roma que “a ganância dos interesses empresariais e financeiros” é responsável pela revogação de conquistas dos trabalhadores e pelo aumento da desigualdade no mundo. “O mundo está ficando mais desigual e maioria dos trabalhadores está perdendo direitos”, disse Lula. “Muitas das conquistas que tivemos no Século XX estão sendo derrubadas pela ganância dos interesses empresariais e financeiros”.
O ex-presidente foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), acusado de ter recebido um apartamento de OAS como propina, mas ele nunca dormiu nem tinha chave do imóvel. Na denúncia, apresentada em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "provas cabais" de que Lula era o proprietário da unidade.
Uma reportagem do site Intercept Brasil, publicada em junho do ano passado, apontou que o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, duvidava da existência de provas contra Lula.
"No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'", diz o site.
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