Guerra de Bolsonaro contra o Censo é cartilha de Steve Bannon, diz pesquisador dos EUA

“A manipulação do Censo, em sua raiz, foi algo que Bannon aconselhou Salvini, na Itália, Orbán, na Hungria, e Trump, aqui nos EUA”, escreveu o David Nemer, pesquisador no Departamento de Estudos de Media na Universidade da Virgínia

(Foto: Isac Nóbrega/PR)


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247 - Professor e pesquisador no Departamento de Estudos de Media na Universidade da Virgínia, especialista em Antropologia da Informática, David Nemer afirmou, nas redes sociais, que a suspensão do Censo de 2021 - pelo segundo ano seguido - não ocorreu por falta de recursos.

“A guerra do Bolsonaro contra o Censo não é uma coisa momentânea, ela vem da cartilha definida por Steve Bannon. A manipulação do Censo, em sua raiz, foi algo que Bannon aconselhou Salvini, na Itália, Orbán, na Hungria, e Trump, aqui nos EUA”, escreveu.

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“Aqui nos EUA, Trump tentou colocar a pergunta se a pessoa era cidadã dos EUA, ele cortou fundos, e grupos de supremacistas brancos empurraram seus homens para voluntariar na coleta de dados para assim manipularem os dados ou evitar cidades/bairros historicamente negros”, continuou.

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“Essa questão não é por falta de verba ou qualquer outra coisa, é uma política da extrema direita que odeia o orgulho negro e a crescente diversidade populacional”, completou.

Marco Aurélio manda governo Bolsonaro realizar o Censo 2021

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, provocado pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão, determinou que o governo Jair Bolsonaro realize o Censo ainda em 2021.

O Ministério da Economia havia informado na última semana que o Censo de 2021 estava cancelado em decorrência do corte de verbas. A pesquisa teve 96% do orçamento cortado.

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"A União e o IBGE, ao deixarem de realizar o estudo no corrente ano, em razão de corte de verbas, descumpriram o dever específico de organizar e manter os serviços oficiais de estatística e geografia de alcance nacional – artigo 21, inciso XV, da Constituição de 1988. Ameaçam, alfim, a própria força normativa da Lei Maior", disse o ministro do Supremo. 

À Corte, segundo Marco Aurélio, cabe, neste caso, "impor a adoção de providências a viabilizarem a pesquisa demográfica".

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