Guedes articula com Arthur Lira para depor na Câmara só depois de PGR arquivar caso de offshore

A estratégia de manobrar o depoimento na Câmara tem como estratégia evitar a exposição de sua família, já que a offshore também está nos nomes de sua mulher e de sua filha

Paulo Guedes e Arthur Lira
Paulo Guedes e Arthur Lira (Foto: Reprodução)


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247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, busca fugir de depoimento da Câmara dos deputados articula com o Arthur Lira para que seja apenas depois de a PGR (Procuradoria Geral da República) arquivar o caso de sua offshore.

De acordo com reportagem do Poder360, os advogados de Guedes anunciaram no início de outubro que haviam enviado informações à procuradoria.

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A estratégia de manobrar o depoimento na Câmara tem como estratégia evitar a exposição de sua família, já que a offshore também está nos nomes de sua mulher e de sua filha. "Por isso, um arquivamento do caso antes da ida à Câmara reduziria o desconforto do ministro", destaca o site.

O requerimento de convocação de Guedes para explicar suas contas em paraísos fiscais foi aprovado com amplo apoio, inclusive de partidos da base aliada do governo Jair Bolsonaro.

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Guedes defendeu que todos os seus investimentos foram devidamente declarados antes que assumisse cargo no governo e que são legais. O ministro disse ainda que muito barulho estava sendo feito em torno do caso, e que enxergava motivação política para tanto com a aproximação das eleições presidenciais.

O projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, por meio da revista Piauí informou que Guedes tem uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, aberta em 2014 com a quantia de 9,55 milhões de dólares.

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A posse de uma empresa no exterior não é ilegal desde que declarada à Receita Federal ou ao Banco Central -- o que o ministro já havia dito ter feito, via assessoria de imprensa e depois através de seus advogados.

Mas o episódio levantou questionamentos acerca de conflitos de interesses, já que o Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe que autoridades invistam "em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por uma decisão ou política governamental” em razão do cargo ocupado e pelo fato de possuírem informação privilegiada.

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O plenário da Câmara aprovou a convocação em 6 de outubro para explicar a existência da empresa no paraíso fiscal, mas Guedes viajou para os EUA para fugir do depoimento. 

A convocação força o ministro a ir. Mas a data depende do presidente da Câmara, Arthur Lira, que segundo fontes, pode esperar mais cerca de 10 dias. Depois disso, seria inevitável fixar uma data para a fala de Guedes.

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"Lira indicou que marcaria uma data em breve. Mas que, primeiro, era preciso “matar o leão” da PEC dos Precatórios. A proposta, essencial para viabilizar o Auxílio Brasil, ainda enfrenta resistências na Câmara", destaca o site.

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