Governo usou pesquisa na internet para recusar compra da Pfizer

De acordo com a Coordenação de Monitoramento e Avaliação de Tecnologias em Saúde, órgão do Ministério da Saúde responsável por elaborar a Nota Técnica de recusa do imunizante, o objetivo era “apresentar uma revisão rápida da literatura" sobre a vacina. Oito dias depois de o governo Bolsonaro rejeitar a proposta, os EUA compraram 100 milhões de doses ao custo de U$ 1,95 bilhão

(Foto: Dado Ruvic/Reuters)


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247 - A CPI da Covid está analisando documentos que comprovam que o Ministério da Saúde elaborou um documento de oito páginas para negar, em 14 de julho de 2020, a compra de vacinas da Pfizer/BioNtech, com o argumento de que o imunizante não reunia provas suficientes de confiabilidade em “eficácia e segurança”.

De acordo com a reportagem da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo a Nota Técnica nº 33/2020 foi uma resposta a uma proposta enviada ao ministério dois meses antes, em 4 de maio, pela Pfizer.

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A nota elaborada pela Coordenação de Monitoramento e Avaliação de Tecnologias em Saúde dizia que o objetivo era  “apresentar uma revisão rápida da literatura" sobre a vacina. Para isso, os responsáveis por ela fizeram uma busca, em 2 de julho, em cinco bases de dados existentes na internet sobre a vacina. 

Ainda de acordo com a reportagem, para justificar a recusa o relatório dizia que o governo deveria “aguardar até que resultados de segurança dos estudos em andamento e o prosseguimento para estudos maiores de eficácia com maior número de pacientes sejam publicados para que se possa demonstrar com maior robustez e confiabilidade os resultados de eficácia e segurança da vacina em questão”.

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Após a recusa do governo Bolsonaro, os EUA compraram 100 milhões de doses ao custo de U$ 1,95 bilhão. 

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