Governo está dividido sobre pedido de impeachment contra ministros do Supremo
O pedido de impeachment de Bolsonaro contra membros do STF gera críticas internas e divergências nas áreas jurídica e política do governo. Bolsonaro poderá sofrer mais uma derrota, depois de ter fracassado com a rejeição do voto impresso pelo Congresso Nacional
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247 - O anúncio de Jair Bolsonaro de que irá ao Senado pedir a abertura de um processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta resistência na área jurídica do próprio governo.
Além de provocar tensões políticas, integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) argumentam que a participação do órgão na elaboração do requerimento seria prejudicial para o próprio governo, uma vez que cabe à instituição representar a União em diversas ações que tramitam na Corte, informa O Globo.
O novo advogado-geral da União, Bruno Bianco, se reuniu na terça-feira (17) com Bolsonaro e o ministro da Justiça, Anderson Torres. Faz parte da sua rotina reunir-se semanalmente também com ministros do STF, entre eles incluindo Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, sob constantes ataques de Bolsonaro.
Integrantes da AGU avaliam que se o Planalto insistir no pedido de abertura de processo contra os membros da Corte o desgaste para a instituição será irreparável.
Auxiliares do Planalto ainda seguem tentando fazer Bolsonaro recuar da decisão de ir ao Senado apresentar o pedido de impeachment contra membros do Supremo, até porque o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já sinalizou que não dará andamento ao pedido.
Até agora, Bolsonaro se mostra irredutível. Ele quer acenar à sua base de apoio para ficar com a bandeira de que fez o que estava ao seu alcance, mas o presidente do Senado não agiu. Bolsonaro poderá sofrer mais uma dura derrota política. Recentemente, fracassou na tentativa de aprovação do voto impresso.
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