Governo diz ao STF que não pagou despesas de Carlos Bolsonaro à Rússia

Em documento encaminhado ao STF, governo diz que as despesas do vereador, e filho de Jair Bolsonaro não foram custeadas pelo governo, mas não aponta quem pagou

Vereador Carlos Bolsonaro ao lado do pai, Jair Bolsonaro, em Moscou, na Rússia
Vereador Carlos Bolsonaro ao lado do pai, Jair Bolsonaro, em Moscou, na Rússia (Foto: Alan Santos/PR)


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247 - Em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto diz que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsoanro, não gerou custos para o governo federal ao participar da comitiva presidencial que viajou para a Rússia em fevereiro.

No entanto, o governo não apontou quem custeou a viagem e como foram pagas as despesas de hospedagem e consumo de Carlos Bolsonaro enquanto ele integrava a comitiva presidencial.

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O pedido do STF atende a ação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para investigar a presença do vereador e filho de Jair Bolsonaro, e do assessor Tercio Arnaud na comitiva que esteve na Rússia entre os dias 14 e 16 de fevereiro.

Nos documentos encaminhados ao Supremo, o governo também omitiu as informações sobre a agenda de compromissos de Carlos, que havia sido pedida.

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De acordo com reportagem do G1, nem o Ministério das Relações Exteriores, nem a Secretaria Especial de Administração da Presidência da República identificaram qualquer pagamento federal de despesas ligadas a Carlos Bolsonaro.

Em um dos documentos ao STF, a Secretaria-Geral da Presidência da República afirma que o Ministério das Relações Exteriores "não pagou qualquer valor a título de diárias ao vereador Carlos Nantes Bolsonaro por conta da referida visita oficial e tampouco há registros de despesas neste Ministério relacionadas a sua participação na comitiva oficial do senhor presidente da República”.

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A secretaria diz ainda que “inexiste a ocorrência de ato ilícito administrativo na organização da Comitiva Presidencial”. O parecer sustenta que não há o que se investigar no caso – que o pedido de apuração do senador é político e não tem base jurídica, sem apresentar indícios de crimes.

“Devemos sustentar o óbvio e dizer que a justa causa deve ser apurada a partir de uma relação Penal. Por isso, entende-se que jamais se poderá fundamentar investigações de natureza política ou cível no corpo de um inquérito acusatório, pois, tais instâncias têm campos especiais de apuração garantidos pela Constituição”, diz o documento.

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