Governo Bolsonaro rejeita atendimento de saúde a 5 mil indígenas

Denúncia foi feita pela organização Médicos sem Fronteiras e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil contabiliza 26.443 casos confirmados de coronavírus entre os povos indígenas e 690 óbitos

Presidente Jair Bolsonaro e ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello 09/06/2020
Presidente Jair Bolsonaro e ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello 09/06/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Sputnik – O Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou nesta quinta-feira (20) que o Ministério da Saúde rejeitou um plano de trabalho da organização para atuar no atendimento de uma população de até cinco mil indígenas no Mato Grosso do Sul. 

De acordo com a MSF, a proposição de atuar em sete comunidades da região de Aquidauana foi rejeitada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). O plano previa visitas aos locais, com foco especial na detecção e prevenção de casos de COVID-19. 

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A SESAI autorizou a atuação da organização apenas na Comunidade Aldeinha, de aproximadamente 500 pessoas, no município de Anastácio, local que não constava na proposta da MSF. 

A organização humanitária ofereceu nova proposição à SESAI para atender "uma população de cerca de seis mil pessoas em 11 comunidades indígenas". "No trabalho que realizamos previamente à elaboração do plano, fizemos consultas com diversas autoridades. Detectamos dificuldades de acesso à saúde em diversas comunidades indígenas e recebemos pedidos de ajuda vindos de suas lideranças", afirmou a MSF em nota. 

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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil contabiliza 26.443 casos confirmados de coronavírus entre os povos indígenas e 690 óbitos.

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