Governo Bolsonaro reduz recursos previstos para a Saúde em 2022, o menor desde 2012
O orçamento da Saúde em 2022 será de R$ 140 bilhões, “valor substancialmente menor à proposta de orçamento de todos os anos entre 2012 e 2021”, segundo levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS)
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247 - De acordo com análise do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), os recursos previstos para a Saúde em 2022 são os menores desde 2012.
Segundo levantamento, os valores propostos para o ano que vem podem prejudicar diretamente a capacidade de investimentos na área e são insuficientes para manter os serviços da Atenção Primária, considerada a principal porta de entrada para o SUS (Sistema Único de Saúde).
A análise foi feita com base no Projeto de Lei Orçamentária apresentado pelo governo Bolsonaro e levaram em conta a previsão de recursos sem os valores destinados a Covid. O orçamento da Saúde em 2022 será de R$ 140 bilhões, “valor substancialmente menor à proposta de orçamento de todos os anos entre 2012 e 2021”.
Ainda de acordo com o levantamento, com os recursos de Covid-19, o orçamento sobe para R$ 147,4 bilhões. O valor total é 1% maior do que o direcionado em 2021. Mas 5% menor ao de 2019.
A análise aponta ainda que áreas estratégicas, , inclusive para o enfrentamento da pandemia, terão queda no orçamento em 2022. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por exemplo, terá queda de 18,23% no seu orçamento.
A Atenção Primária terá R$ 900 milhões dos recursos voltados para a covid-19. Ainda assim, o total é 1% menor do que no ano passado e 15% menor do que o proposto em 2014.
Vacina contra a Covid comprometida
Enquanto o governo anuncia a terceira dose de reforço da vacina da Covid-19, em que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que todas as doses necessárias para a campanha de vacinação em 2022 já “estão garantidas”, o orçamento aponta que a compra do imunizante pode ser afetada. A proposta indica R$ 3,9 bilhões para a compra de vacinas. Neste ano, o Orçamento aprovado para a compra de imunizantes foi de R$ 6,9 bilhões.
“Os recursos destinados à aquisição de vacinas podem ser insuficientes caso haja necessidade de atualização da imunização”, afirma a análise do IEPS.
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