Governo Bolsonaro praticamente zera recursos do Orçamento para novo Minha Casa Minha Vida
O dinheiro foi projetado inicialmente em R$ 1,540 bilhão, mas caiu para R$ 27 milhões na lei orçamentária. Presidente da Associação Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), Jose Carlos Martins viu retaliação de Paulo Guedes contra o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O governo Jair Bolsonaro praticamente zerou os recursos do Orçamento para a famílias de baixa renda (até R$ 1,8 mil) do programa Minha Casa Minha Vida. O dinheiro foi projetado inicialmente em R$ 1,540 bilhão, mas caiu para R$ 27 milhões na lei orçamentária, publicada nessa sexta-feira (23). De acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), 250 mil unidades em obras serão paralisadas em todo o País.
Segundo o jornal O Globo, o presidente da Cbic, Jose Carlos Martins, afirmou que corte orçamentário também afetará as construtoras responsáveis pelos empreendimentos, já atingidas pela alta nos custos da construção civil.
Muitas obras haviam sido retomadas pelo ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho. Segundo Martins, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quis dar o troco em Marinho, considerado seu desafeto. "Está claro que houve uma retaliação do Guedes ao Marinho", disse.
Confira abaixo nota da Central de Movimentos Populares sobre o corte:
Em plena pandemia, Bolsonaro dá golpe na moradia popular
No acordo entre o Congresso Nacional e o Poder Executivo sobre o orçamento para 2021, o presidente Bolsonaro deixou praticamente zerada a verba para seguir com as obras da faixa 1 do programa Casa Verde e Amarela, o antigo Minha Casa, Minha Vida criado no governo Lula, em 2009. Houve um corte de R$ 1,5 bilhão que estava reservado ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) para a viabilização de moradias das obras do faixa 1 do programa habitacional, destinado às famílias de baixa renda. Com esta medida, agrava-se ainda mais a desigualdade social, em especial para moradores das periferias das cidades.
Estima-se que cerca de 200 mil unidades habitacionais devam ter as obras paralisadas a partir de maio, uma vez que sobraram somente cerca de R$ 27 milhões para tocar o programa. A CMP repudia veementemente mais este crime do governo Bolsonaro, desta vez contra milhares de famílias que estão no aguardo de sua moradia. É inaceitável que, num momento em que as famílias enfrentam a covid-19, o desemprego, a falta de vacina, a fome, sem condições de pagar aluguel se corte recursos para um direito tão fundamental que é o de ter moradia digna.
Os cortes feitos pelo ministro Paulo Guedes pegaram de surpresa o próprio Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que executa a política de habitação, tento em vista que R$ 1,37 bilhão está previsto na proposta orçamentária encaminhada pelo governo em agosto do ano passado. "Fica inviável dar continuidade às obras com apenas R$ 27 milhões. Bolsonaro tira do povo o direito de ter onde morar", denuncia Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP).
O corte de 98% nas verbas para a construção de moradias populares, que beneficia justamente quem mais sofre na pandemia, é mais uma investida do presidente Bolsonaro contra o povo. Trata-se de um duro ataque, uma covardia, visto que as obras de 200 mil moradias serão paralisadas, afetando mais de 250 mil empregos diretos no setor da construção civil.
A CMP, em conjunto com outras entidades do movimento popular urbano, lutará para reverter este absurdo praticado por Bolsonaro e pelo Congresso Nacional.
Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247