"Governo Bolsonaro parece uma empresa de demolição", diz a cientista política Maria Hermínia Tavares
“O resultado é a degradação da gestão pública, dos conhecimentos e instrumentos nela acumulados em décadas”, diz a pesquisadora sobre o desmonte de programas como o Bolsa Família pelo governo Jair Bolsonaro
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“O governo Bolsonaro mais parece uma empresa de demolição, que ou detona de um só golpe políticas estabelecidas, ou provoca a sua lenta erosão”, escreve a cientista política e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) Maria Hermínia Tavares em sua coluna na Folha de S. Paulo. “O resultado é a degradação da gestão pública, dos conhecimentos e instrumentos nela acumulados em décadas”, destaca.
“O programa Bolsa Família —elogiado no exterior— foi abatido pela medida provisória que criou o Auxílio Brasil, mal concebido, carente de foco, bem assim da clareza quanto à duração e às formas de articular um desconjuntado rol de nove benefícios acoplados ao arrimo básico das famílias”, afirma.
“Como se fosse pouco, 33 técnicos acabam de se demitir de seus cargos no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelas diversas provas de aptidão realizadas no território, a começar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ao sair, acusaram a direção do órgão de sangrá-lo”, observa a pesquisadora.
“Nos dois casos, a destruição resulta da arrogante ignorância dos formuladores; da incompetência irremediável dos detentores de posições de mando; e da inescrupulosa promoção de interesses da curriola que cerca os ministros às ordens de um presidente que gosta do cargo mas não da responsabilidade de ter um projeto para o país”, analisa ela no texto.
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