Governo Bolsonaro marcou em 4 horas e meia reunião sobre proposta para comprar vacina com suspeita de propina

Reunião entre representantes do Ministério da Saúde e da Davati Medical Supply foi marcada para o dia 26 de fevereiro. Primeiro contato aconteceu às 10h37 e o encontro foi agendado para as 15h do mesmo dia

(Foto: REUTERS/Lee Smith | Jefferson Rudy/Agência Senado)


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247 - O governo Jair Bolsonaro, que priorizou o uso de remédios sem eficácia científica comprovada no combate à Covid-19 em detrimento da aquisição de vacinas, marcou em um intervalo de poucas horas uma reunião com os representantes da suposta oferta de 400 milhões de doses do imunizante produzido pela farmacêutica Astrazeneca, feita pela Davati Medical Supply. De acordo com o representante da Davati no Brasil, Luiz Paulo Dominguetti, o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias Ferreira, pediu propina de US$ 1 por dose para que a pasta comprasse as vacinas oferecidas. 

De acordo com reportagem do jornalista Octavio Guedes, no G1, a proposta da empresa foi apresentada ao Ministério da Saúde no dia 26 de fevereiro, um dia após um jantar realizado num shopping em Brasília. Na ocasião, segundo Dominguetti, Ferreira teria feito o pedido de suborno. No mesmo dia, às 10h37, o ministério marcou uma reunião com os representantes da Davati para às 15h, um intervalo de pouco mais de quatro horas. 

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Nesta quarta-feira (30), a CPI da Covid deverá votar um requerimento pedindo a convocação de Dominguetti para que deponha sobre as denúncias junto ao colegiado. Os senadores também pretendem votar a convocação do deputado federal Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, que já havia entrado no radar da CPI pela suspeita de irregularidades na negociação para a aquisição da vacina indiana Covaxin. Barros também é apontado como responsável pela indicação de Roberto Dias Ferreira. 

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