Governo Bolsonaro ignora vacina chinesa, a mais avançada, e abre crise com estados

Ao apresentar o cronograma de vacinação nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde, dirigido pelo general Eduardo Pazuello, ignorou a vacina chinesa, apegou-se ao imunizante da Oxford/Astrazeneza, com a qual assinou um contrato desvantajoso para o país. A postura do governo gerou atrito com governos estaduais

Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello
Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello (Foto: Marcos Corrêa/PR | Erasmo Salomão/MS)


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247 - O Ministério da Saúde apresentou na tarde desta quarta-feira (14) um cronograma para vacinação contra Covid-19 e abriu uma crise com secretários estaduais. 

Para parte dos presentes na reunião, o governo federal está ignorando a vacina chinesa, que tem participação do Instituto Butantan, em fase avançada de testes, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

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O governador de São Paulo João Doria  já anunciou as primeiras doses para o mês de dezembro.

O calendário do ministério conta apenas com a chamada vacina de Oxford, fabricada pela farmacêutica Astrazeneca, que impôs ao Brasil um contrato desvantajoso. No Brasil a vacina da Oxford/Astrazeneca será produzida pela Fiocruz e também está em fase de testes. ​

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O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reagiu à postura do Ministério da Saúde. “As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse ao Painel.

“Todos os presentes na reunião entenderam da mesma forma. A vacina de São Paulo está sendo ignorada”, completou.

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Outros secretários estaduais tiveram a mesma interpretação sobre a reunião.

Os gestores apontam que não faz sentido o governo apresentar um cronograma sem considerar a vacina chinesa, que será produzida em convênio com o Instituto Butantan de de São Paulo.

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