"Golaço", dizem militares bolsonaristas sobre possível ida de José Múcio para Defesa
O ex-deputado e ex-presidente do TCU é cotado para assumir o ministério no governo Lula. Ele foi convidado para integrar o primeiro escalão do governo Bolsonaro, mas recusou
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247 - Cotado para assumir o Ministério da Defesa no governo Lula (PT), o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCE) José Múcio é celebrado por militares bolsonaristas, segundo Andréia Sadi, do g1. "Golaço", dizem eles sobre a possível indicação.
"José Múcio surgiu como cotado para ministro da Defesa do governo Lula após a equipe de transição consultar os generais Fernando Azevedo e Silva e Edson Pujol, respectivamente ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército em parte do governo Bolsonaro", lembra a jornalista.
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Havia a possibilidade de Lula convidar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski para o posto, mas o presidente eleito ouviu conselhos de que a indicação seria um gesto de intervenção do Supremo nas Forças Armadas. Além disso, a saída de Lewandowski da Corte exigiria que Lula já indicasse um novo ministro para ocupar a cadeira, justamente em um momento em que o petista sequer conseguiu fechar sua lista de ministérios.
Ex-ministro da Defesa nos governos Lula e Dilma (2007-2011), Nelson Jobim não quis voltar ao cargo. Aloizio Mercadante (PT) também foi um nome forte, mas o fato de ser petista pesou contra, já que na caserna ainda persiste um forte antipetismo.
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Chegou-se então ao nome de Múcio, que inclusive foi convidado por Jair Bolsonaro (PL) a compor seu governo, mas não aceitou. "Em dezembro de 2020, quando Múcio deixou o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União, o presidente [Bolsonaro] disse: 'Zé Múcio, me permite, sou apaixonado por você. Gosto muito de Vossa Excelência, dos momentos bons, épicos na Câmara e também os maus momentos'".
Múcio era visto pela gestão bolsonarista como um político "híbrido". De acordo com a jornalista, o possível futuro ministro "brinca nos bastidores que, se tiver como missão 'Brasil acima de tudo', topa ajudar desde que tenha liberdade para atuar".
O desafio de Múcio na Defesa seria levar adiante uma reforma - defendida por ministros do Judiciário - nas Forças Armadas, como, por exemplo, uma PEC para proibir militares da ativa de ocuparem cargos no governo - a não ser que passem imediatamente para a reserva.
"Entre os militares consultados pela transição, o ministro ideal é aquele que não se envolva em qualquer mudança estrutural das Forças Armadas: nem na regulação nem nas regras; que apenas trabalhe para despolitizar e foque no orçamento das Forças. Isso inclui respeitar hierarquia e ordens na escolha dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica", finaliza a reportagem.
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