Gleisi: "Lula não precisa de uma nova Carta ao Povo Brasileiro"
Segundo a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Lula "já demonstrou que sabe governar para os mais pobres e conversar com o mercado"
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247 - A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o ex-presidente Lula, caso volte ao poder, não precisará repetir uma Carta ao Povo Brasileiro, como fez em 2002 para acenar a empresários e ao mercado financeiro sobre seu respeito à política fiscal que eles defendiam.
"Lula não precisa de uma nova Carta ao Povo Brasileiro. Ele já demonstrou que sabe governar para os mais pobres e conversar com o mercado", afirmou Gleisi.
Lula vai voltar a viajar pelo Brasil para articular sua política de oposição mais forte ao governo de Jair Bolsonaro, após ser vacinado contra a Covid-19. O petista é o principal nome para enfrentar Bolsonaro nas eleições de 2022.
"Estamos esperando o Lula receber a segunda dose da vacina. Daqui a um mês, vamos estar com ele na estrada. Lula quer viajar o Brasil. Claro, com todos os cuidados, sem aglomeração", afirmou Hoffmann.
Lula teve de volta seus direitos políticos após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a Lava Jato de Curitiba “incompetente” para julgar quatro processos contra ele. Em sua primeira coletiva de imprensa após a anulação das condenações, Lula fez um discurso histórico no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, e aumentou o tom contra Bolsonaro.
Mensagem de Lula a empresários
No discurso, o ex-presidente fez um alerta sobre o falso “risco Lula” anunciado pela mídia corporativa ao condenar uma possível candidatura do petista em 2022. “Sou radical porque gosto de ir à raiz dos problemas", disse ele. Lula também mandou um recado para o empresariado: "não tenham medo de mim".
“Eu preciso conversar com os empresários. Eu quero saber aonde é que está a loucura deles de não perceberem que, se eles quiserem crescer economicamente, se eles quiserem que a bolsa cresça, se eles quiserem que a economia cresça, é preciso garantir que o povo tenha emprego, que o povo tenha renda, que o povo possa viver com dignidade, senão não há crescimento”, disse.
“Eu tinha um conselho com 100 pessoas. Participavam os dirigentes dos sindicatos, os grandes empresários, participava índio, participava pastor da igreja evangélica, participava padre, participava bispo, participava negro. Porque eu queria ouvir a sociedade. Nós fizemos, no meu mandato, 74 conferências nacionais para ouvir o que a sociedade queria”, lembrou.
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