Gilmar Mendes diz que ligações de Queiroz com milícia são apenas “conjecturas”

Na decisão, que impediu que Fabrício Queiroz e Márcia Aguiar fossem presos, Gilmar Mendes diz ainda que "não há especificação sobre quais pessoas com poder

Ministro Gilmar Mendes
Ministro Gilmar Mendes (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)


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Revista Fórum - Na decisão que anulou o retorno de Fabrício Queiroz à prisão e permitiu que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e a esposa, Márcia Aguiar, permanecessem em prisão domiciliar – concedida por liminar polêmica expedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha -, Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) diz que a influência do ex-PM em grupos de milícias e no meio político são apenas “conjecturas”.

“Além de recair fundadas dúvidas sobre a contemporaneidade dos
fatos invocados para justificar a segregação dos pacientes, a suposta conveniência para fins de instrução criminal e de garantia da ordem pública parecem se referir muito mais a conjecturas, como as de que o paciente teria influência em grupos de milícias e no meio político”, diz Mendes no documento, que tem 27 páginas.

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Essa é a principal argumentação que Gilmar Mendes usa para rebater a decisão do ministro Félix Fischer, do STJ, que derrubou a liminar que dava prisão domiciliar a Queiroz, alegando que o ex-assessor de Flávio trabalhava “arduamente para impedir a produção de provas e/ou realizar a adulteração/ destruição” de provas.

“Soma-se ainda a todas essas circunstâncias o grave quadro de saúde do paciente que deve ser compreendido dentro de um contexto de crise de saúde que afeta fortemente o sistema prisional”, diz o ministro do STF.

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Confira a reportagem completa na Revista Fórum. Leia a decisão na íntegra.

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