Gilmar Mendes defende semipresidencialismo como saída para crises no Brasil
Para o ministro do STF, “as questões em aberto no Brasil têm a ver com a manutenção do poder. O medo do presidente de sofrer impeachment"
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou ao Broadcast Live nesta segunda-feira (21) ser a favor do semipresidencialismo porque, na visão dele, é o presidencialismo e a política que gira em torno deste sistema os responsáveis pelas sucessivas crises que vive o país.
"As questões em aberto no Brasil têm a ver com essas negociações para manutenção do poder. O medo do presidente da República de sofrer uma ação de impeachment, o poder que o presidente da Câmara tem em relação a isso, o procurador-geral que pode deflagrar uma ação, o papel do Senado como tribunal do impeachment. Muitas vezes, temos levado o impeachment a cabo para resolver um problema sério de governabilidade", afirmou, citando Portugal como regime semipresidencialista a ser observado pelos brasileiros.
Mendes falou em "influência enorme" e "baixo grau de responsabilidade" do Congresso Nacional sobre decisões que afetam diretamente o país. “Talvez a gente tenha uma oportunidade de rediscutir o sistema. Como o governo é muito carente de base parlamentar, por que não avançar para eleger um primeiro-ministro, que vai cumprir as suas funções e terá um contrato de coligação, de coalizão e fará um governo seguindo essas premissas?”.
Eleições
Sobre as eleições de 2022 e as sinalizações de que Jair Bolsonaro (PL) poderia não aceitar o resultado das urnas em caso de derrota, tentando um novo golpe de Estado, Gilmar Mendes afirmou: "afora um arroubo ou outro de retórica, teremos campanha eleitoral dentro da normalidade".
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