Fundações publicam manifesto pedindo a revogação da Lei de Segurança Nacional

O grupo, denominado "Observatório da Democracia", chama a lei de "entulho autoritário" e destaca suas raízes ligadas à ditadura militar: "o avanço da luta democrática extinguiu a velha LSN ainda durante a ditadura, em 1983, mas o regime ainda teve fôlego para impor uma nova"

(Foto: ABr)


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247 - Chamadas de "Observatório da Democracia", oito fundações ligadas a personalidades de oposição divulgaram manifesto em conjunto nesta quarta-feira (31) pedindo a urgente revogação da Lei de Segurança Nacional (LSN).

A lei é um "entulho autoritário", classifica o grupo, destacando as raízes da LSN com a ditadura militar: "o avanço da luta democrática extinguiu a velha LSN ainda durante a ditadura, em 1983, mas o regime ainda teve fôlego para impor uma nova LSN, que, embora mais branda, mantinha resquícios autoritários de sua predecessora".

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As fundações ressaltam que Jair Bolsonaro vem se utilizando da lei para perseguir inimigos políticos.

Presidente da Fundação Perseu Abramo, entidade signatária do manifesto, o ex-ministro Aloizio Mercadante disse ao jornal Valor Econômico que o objetivo da carta é pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar ações já apresentadas à Corte que pedem a revogação da lei. "O importante é que seja feito logo", disse.

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O Observatório da Democracia, no documento, pede também a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do governo e defende a “interdição” de Bolsonaro.

Para Mercadante, Bolsonaro está em um momento político frágil e leva o Brasil cada vez mais em direção ao isolamento, o que só aumenta a crise da pandemia no país. "Por isso, ele tem tentado organizar uma linha de defesa, buscando uma blindagem no Congresso trazendo para o Palácio a gestão de emendas parlamentares em patamar que nunca teve no passado em um momento no qual a saúde precisa de mais recursos. De outro lado, colocou um delegado amigo da família no Ministério da Justiça, o que perde um pouco o caráter republicano”, lembrou, comentando também a situação de crise nas Forças Armadas por conta da mudança de comando".

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Assinam a carta as fundações: Perseu Abramo (PT), Lauro Campos/Marielle Franco (PSOL), João Mangabeira (PSB), Leonel Brizola/Alberto Pasqualini (PDT), Maurício Grabois (PCdoB), Ordem Social (PROS), Astrojildo Pereira (Cidadania) e Fundação Verde Herbert Daniel (Partido Verde).

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