Funcionários criticam novo adiamento do censo do IBGE por Bolsonaro

Em meio à escalada do desemprego e das desigualdades sociais, aprofundados pela pandemia do coronavírus, o governo Bolsonaro decidiu adiar o censo do IBGE que faz um retrato da situação demográfica, social e econômica do País

(Foto: Agência Brasil)


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247  - A proposta do governo Jair Bolsonaro de adiar o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que já havia sido adiado para 2021, causou críticas entre os funcionários do instituto, conforme informou a Folha de S. Paulo

Eles denunciam um “desperdício de recursos” já aplicados no planejamento da pesquisa.

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"Do ponto de vista do próprio discurso do governo, o adiamento é uma contradição, pois representará um desperdício de recursos já aplicados em equipamentos e recursos humanos", disse, em nota, a Assibge (sindicato que representa os funcionários do instituto).

"Os contratos dos analistas censitários encerram justamente em 2022 e não haverá pessoal suficiente para etapas de crítica, apuração e tabulação."

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"O censo continua sendo a única base de dados capaz de fornecer informações municipais e intramunicipais abrangentes", diz a nota

O governo avalia adiar a realização do censo e destinar os seus recursos para o Ministério da Defesa. Uma das principais pesquisas estatísticas do País, o Censo Demográfico já havia sido adiado pelo governo de 2020 para 2021. Os recurso para sua realização estão orçados em R$ 2 bilhões. 

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O adiamento ocorre em meio à escalada do desemprego e das desigualdades sociais, aprofundados pela pandemia do coronavírus. O censo do IBGE faz um retrato da situação demográfica, social e econômica do País.

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