Frigorífico é autuado após fazer campanha no domingo eleitoral com "picanha do mito"; mulher morreu após confusão

Empresa pode responder por crime de corrupção eleitoral

Tumulto no frigorífico e Yeda Batista
Tumulto no frigorífico e Yeda Batista (Foto: Reprodução)


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247 - O marido da mulher que morreu após tumulto na venda da "picanha mito", contou que a perna de Yeda Batista da Silva, de 46 anos, foi prensada na porta do Frigorífico Goiás quando ela tentava entrar no comércio, no domingo (2), em Goiânia. Um vídeo mostra a confusão.  A reportagem é do portal G1.

"Ela gritava de dor. A perna dela inchou muito. No hospital, descobrimos que uma veia estourou e provocou hemorragia. Nem deu tempo de fazer cirurgia para salvá-la", desabafou o marido, Wanderley de Paula Dias.

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Uma funcionária do Frigorífico Goiás disse por telefone, na terça-feira (4), que a empresa não vai se manifestar sobre o caso.

Capitão aposentado do Corpo de Bombeiros, Wanderley de Paula, de 51 anos, explicou que ele e a mulher se programaram para chegar cedo ao frigorífico justamente para evitar tumulto e comprar carnes para um churrasco que fariam em comemoração ao aniversário de 71 anos da mãe da esposa.

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No mesmo dia, o juiz eleitoral Wilton Muller Salomão determinou a suspensão da promoção e da divulgação da venda. "A venda de carne nobre em preço manifestamente inferior ao praticado no mercado, no valor de R$ 22, revela indícios suficientes para caracterizar, em sede de um juízo não exauriente, conduta possivelmente abusiva do poder econômico em detrimento da legitimidade e isonomia do processo eleitoral", escreveu o magistrado.

Em entrevista, um especialista em justiça eleitoral informou que o desconto de mais de R$ 100 no kg de picanha pode ser configurado como um "incentivo" ao eleitor votar em Bolsonaro.

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"Pode ser um elemento para incentivar o voto. Claro que deve ser analisado, mas pode ser configurado crime de corrupção eleitoral", disse.


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