Fiori: "Bolsonaro abriu o jogo e deve acelerar separação entre turma da farda e turma do pijama"
O professor José Luís Fiori também comentou que acredita na remoção de Jair Bolsonaro diante da escalada da crise sanitária e econômica no Brasil
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247 - O professor José Luís Fiori comentou as recentes mudanças nas Forças Armadas pelo governo Jair Bolsonaro. Em entrevista à Tutaméia, ele afirmou que “Bolsonaro abriu seu jogo” e isso “deverá precipitar um processo de separação entre a turma da farda e a turma do pijama”.
“Decidiu agredir o comandante em chefe do Exército e o mais provável é que provoque um fechamento de posição da oficialidade das três Armas em torno da posição defendida pelo General Pujol. Ou seja, uma vez mais, o senhor Bolsonaro ficou sem pão nem pedaço, e agora deverá ser colocado na cadeirinha de castigo simultaneamente pelas Forças Armadas e pelo Centrão”, declarou.
Na terça-feira, 30, o indicado de Bolsonaro para substituir o general Fernando Azevedo e Silva no Ministério da Defesa, o general Walter Braga Netto, demitiu os comandante das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).
Fiori vê possibilidade de impeachment
Professor de economia política internacional na UFRJ, Fiori vê que a crise na qual o Brasil está desandando diante da pandemia e da economia fará o Centrão abandonar o braco do governo Jair Bolsonaro, que buscou agradar seus aliados dando um cargo em ministério durante sua reforma ministerial. A deputada federal Flávia Arruda (PL) ficou com a Secretaria de Governo.
“Do jeito que as coisas estão e com a velocidade que está tomando a pandemia, a destruição econômica e a miséria da população, acho que muito mais cedo do que tarde o próprio Centrão abandonará o barco, e neste caso é muito provável que tomem o caminho do impeachment”, afirmou Fiori.
“Se as coisas tomarem este caminho, acho que antes os próprios militares se encarregarão de retirar esse senhor da Presidência, obrigando-o a renunciar ou o levando para ser internado”, declarou.
Veja a íntegra da entrevista na Tutaméia.
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