Fiocruz deve entregar 1 milhão de doses da vacina na próxima semana
A Fiocruz planeja entregar na próxima semana o primeiro milhão de vacinas da Covid-19 produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A expectativa veio com a assinatura do registro definitivo do imunizante pela Anvisa
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Agência Brasil, com Sputnik - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) espera entregar na semana que vem ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) o primeiro milhão de doses de vacinas contra a covid-19 produzido no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A expectativa já havia sido anunciada após a chegada do primeiro carregamento do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), em fevereiro, e foi reforçada hoje (12), após a concessão do registro definitivo da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Fiocruz, com a concessão do registro, a expectativa é que a agência libere até o próximo domingo (14) os primeiros lotes de vacinas produzidos no instituto, o que possibilitará a entrega do imunizante. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, destacou que a concessão do registro definitivo marca um dia histórico para a instituição e para o Sistema Único de Saúde.
"Apenas seis meses após a assinatura do contrato de encomenda tecnológica, já iniciamos a, produção de uma vacina contra a covid-19, baseada em uma das tecnologias mais avançadas no momento, e obtivemos o seu registro para ampla distribuição no país. A urgência que a gravidade da pandemia nos impõe fez com que todos os envolvidos trabalhassem incansavelmente e pudessem realizar em meses um processo que, normalmente, dura anos”, disse Nísia.
Em texto divulgado pela Agência Fiocruz, Nísia ressaltou que isso não seria possível sem o apoio técnico da Anvisa em cada etapa do processo de submissão contínua.
A Fiocruz anunciou ainda que Bio-Manguinhos inaugurou nesta sexta-feira a segunda linha de produção da vacina, aumentando a capacidade produtiva. A previsão é que, até o fim do mês, 1 milhão de doses sejam preparadas por dia.
No texto, o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, reforçou a expectativa de que as entregas ao Programa Nacional de Imunizações tenham início na semana que vem, o que vai contribuir para o combate à pandemia no país.
"O registro definitivo da vacina [contra] covid-19 é resultado de intenso trabalho, em estreita parceria com a Anvisa, desde junho do ano passado, por meio de reuniões e envio de informações de forma contínua para que tudo pudesse acontecer com a maior celeridade possível", afirmou.
A vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford é a 11ª vacina produzida em Bio-Manguinhos e fornecida ao PNI. Com o registro definitivo, a Fiocruz assume a responsabilidade técnica pelo imunizante, que a fundação destaca como seguro e eficaz.
Fiocruz terá o dobro do IFA previsto para produção de vacinas em março
Nesta sexta-feira (12), a Fundação Oswaldo Cruz anunciou que receberá o dobro do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) esperado para a fabricação de vacinas contra a Covid-19.
Conforme publicou a agência Fiocruz, a AstraZeneca enviará para o Brasil o dobro do IFA que estava previsto para o mês de março. O ingrediente, necessário para a produção das vacinas, será enviado da China. No total, quatro lotes de 256 litros cada chegarão ao Rio de Janeiro, o suficiente para a fabricação de 30 milhões de doses da vacina, o que garante a produção de vacinas até o final de maio deste ano.
Uma remessa do IFA, programada para chegar ao Brasil já no sábado (13) ainda não havia recebido liberação devido à emissão da licença de exportação exigida pelas autoridades chinesas. Além disso, era necessária a finalização de trâmites alfandegários.
Diante da situação, a Fiocruz acionou o Ministério da Saúde, que ao lado do Ministério das Relações Exteriores interveio junto às autoridades competentes. Dessa forma, já com a licença obtida na China na manhã desta sexta-feira (12), a AstraZeneca garantiu à Fiocruz o envio de quatro lotes do IFA para este mês de março.
No Brasil duas vacinas contra a Covid-19 estão sendo aplicadas, a CoronaVac, fruto de parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Covishield, parceria Fiocruz com a Astrazeneca/Oxford. Ambas as vacinas são produzidas no Brasil, mas dependem do IFA importado.
Na manhã desta sexta-feira (12), a vacina da AstraZeneca/Oxford recebeu registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O status também foi concedido anteriormente para a vacina da Pfizer. A CoronaVac segue com registro apenas para uso emergencial.
Conforme dados do consórcio dos veículos de imprensa, o Brasil já inoculou a primeira dose da vacina em pelo menos 9,29 milhões de pessoas. Já a segunda dose foi aplicada em cerca de 3,3 milhões de brasileiros.
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