Filiado ao Podemos e apoiador de Moro, filho de Mario Covas ataca aliança Lula-Alckmin
Mario Covas Neto afirma que Lula se beneficia da aliança, mas Alckmin não: "ficará marcado como alguém rancoroso, que deu as costas ao seu eleitor tucano"
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247 - Filho de um dos fundadores do PSDB, Mario Covas, o advogado Mario Covas Neto, filiado ao Podemos e apoiador do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), atacou a possível chapa Lula-Alckmin em artigo publicado nesta segunda-feira (17) no Poder360.
Para Neto, o único que não teria a ganhar com a aliança é o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), que será visto como alguém "rancoroso". O ex-presidente Lula (PT), de acordo com o texto, seria beneficiado com a aliança porque deixaria de ser visto como "radical".
Até mesmo o ex-governador Márcio França sairia com vantagens, visto que a chapa eliminaria a possibilidade de Alckmin concorrer novamente ao governo paulista. Neto argumenta ainda que o caminho para França em São Paulo estaria livre sem Alckmin e Fernando Haddad (PT). Haddad, porém, deve sim ser candidato ao governo paulista pelo PT.
"Entendo que a Luiz Inácio Lula da Silva, assim como fez nas suas eleições vitoriosas, ter um vice de um Estado grande eleitoralmente e mais à sua direita, amplia e atenua sua imagem de radical junto ao eleitorado. Entendo também o esforço de Márcio França para concretizar essa aliança Lula-Alckmin, afinal seria o grande beneficiário: tiraria 2 adversários diretos da disputa pelo governo paulista (o próprio Alckmin e, talvez, o petista Fernando Haddad), ambos com mais intenções de votos do que ele, e ainda o apoiando. Que sonho! O que não entendo é a posição de Geraldo Alckmin. Não ganha nada com isso. Pelo contrário. Ficará marcado como alguém rancoroso, que faz qualquer aliança para poder derrotar o governador João Doria, como alguém que deu as costas ao seu eleitor tucano, ou alguém que lamentavelmente não fez da coerência seu norte político", escreve Mario Covas Neto.
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