Fila para o Bolsa Família chega a 2,2 milhões de pessoas, diz Consórcio Nordeste

“Veja que só no Nordeste são 844.372 famílias, não se trata de um número: são milhões de pessoas passando fome", declarou o presidente do Consórcio Nordeste, o governador do Piauí Wellington Dias (PT)

Cartão do Bolsa Família
Cartão do Bolsa Família (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Brasil de Fato - Mais de 2,2 milhões de brasileiros que estão no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal ainda não conseguiram ter acesso ao Bolsa Família. 

Esse é o resultado do último levantamento sobre a fila de espera para o programa, realizado pela Câmara Temática da Assistência Social do Consórcio Nordeste, com registros até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada hoje (26) pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

continua após o anúncio

Do total de brasileiros na fila, 844.372 pessoas estão no Nordeste,  247.885 no Norte, 834.564 no Sudeste, 138.503 no Centro-Oeste e 205.941 no Sul.

“Veja que só no Nordeste são 844.372 famílias, não se trata de um número: são milhões de pessoas passando fome. Estamos falando de 2.271.265 famílias no Brasil nesta situação de encaminhar o pedido, ter o direito e não serem atendidas. É o país sonegando o pão de cada dia para mães e suas famílias”, declarou o presidente do Consórcio do Nordeste, o governador do Piauí Wellington Dias (PT).

continua após o anúncio

Para além da falta de vontade política em acatar os pedidos, o Governo Federal ainda cortou o benefício de milhares de beneficiários. 

Entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, o Consórcio Nordeste constatou que a gestão de Bolsonaro tirou do programa 48.116 beneficiários apenas na região Nordeste. No Norte, foram 13.014 pessoas.

continua após o anúncio

No início do ano, Dias chegou a enviar um ofício ao Ministério da Cidadania cobrando explicações pelos cortes, segundo ele feitos de forma desigual dentro das cinco regiões.

A fome e o novo Bolsa Família

No mês passado, o presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou ao Congresso Nacional a MP 1061,  que cria os programas “Auxílio Brasil” e “Alimenta Brasil”. 

continua após o anúncio

O intuito é substituir, respectivamente, o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

A promessa do governo, sustentada pelos discursos populistas de Bolsonaro, é que o “Auxílio Brasil” tenha investimentos maiores que o Bolsa Família. 

continua após o anúncio

No texto apresentado, porém, não há qualquer informação sobre quantas famílias serão atendidas, quais os valores e como o programa será financiado. Hoje, o Bolsa Família alcança em torno de 14 milhões de brasileiros.

Caso o número de famílias acessando o principal programa social do Brasil diminua, a tendência é um agravamento ainda maior da situação da fome. É o que apontou Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma, em entrevista recente ao Brasil de Fato. 

continua após o anúncio

Em 2014, ainda no governo Dilma Rousseff (PT), o Brasil chegou ao menor patamar de pessoas abaixo da linha da pobreza (4,5% da população), marca que retirou o Brasil dos índices que o colocavam no “Mapa da Fome” das Nações Unidas (ONU).  

Atualmente, em meio à crise agravada pela pandemia da Covid-19, quase 60% da população sofre com insegurança alimentar.

continua após o anúncio

Inscreva-se no canal Cortes 247 e saiba mais:

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247