'Ficar satanizando partidos não existe', diz Bolsonaro em novo afago ao centrão

"Estamos conversando e dialogando com quase todos os partidos. Alguns partidos é difícil negociar. Vou negociar, por exemplo, armamento com o PT? Costumes com o PSOL? Não tem condições. Livre mercado com o PCdoB? Não tem cabimento", acrescentou

(Foto: Reprodução)


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247 - Jair Bolsonaro, que já disse que a esquerda não merece ser tratada como "pessoas normais", fez uma defesa dos partidos do "centrão" do Congresso e criticou o que chamou de "satanização" das legendas.

A afirmação foi feita em sua live semanal quando comentou a saída do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, após uma discussão com o também ministro Luiz Eduardo Ramos. Álvaro disse que sua saída foi uma conspiração do general Ramos para atender ao centrão e favorecer o governo na eleição da Câmara.

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Acompanhado do novo titular da pasta, Gilson Machado, Bolsonaro negou que a demissão de Marcelo Álvaro Antônio já estivesse decidida anteriormente para ceder espaço a um parlamentar. 

"Houve excesso, mas tá resolvido, mas infelizmente nós aí exoneramos o ministro Marcelo Álvaro Antônio. Tá certo? Ele continua amigo nosso, o que nós pudermos ajudá-lo, nós ajudaremos. Obviamente essa ajuda tem uma contrapartida de ele nos ajudar também em cima dos conhecimentos que ele tem", disse.

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Bolsonaro negou que a saída do ministro foi para agradar o centrão. "Não teve nada de negociação, não estava previsto também... Eu quero deixar bem claro, pessoal, quando o pessoal fala em "centrão", eu já integrei, vamos lá, Partido Progressista (PP), PTB, PFL, atualmente, DEM e PSC. E fui também de outros partidos extintos, que se extinguiram por fusões: o PPB e PPR... Então essa negócio de ficar aí cada vez mais satanizando partidos não existe", completou.

Ele ainda usou as críticas feitas a ele para justificar o toma lá, dá cá com o centrão. Segundo ele, quando não conversava com parlamentares, "lá atrás", era acusado de ser truculento, não dialogar e não ter governabilidade. E que, quando começou a "conversar com o pessoal, que foi no começo desse ano", foi criticado pela imprensa.

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"Olha, o que eu tenho que aprovar não é pra mim, é para o Brasil. E, cada vez mais, mais parlamentares estão se aproximando. Estamos conversando e dialogando com quase todos os partidos. Alguns partidos é difícil negociar. Vou negociar, por exemplo, armamento com o PT? Costumes com o PSOL? Não tem condições. Livre mercado com o PCdoB? Não tem cabimento", disse.

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