Fazenda de corte de eucalipto e produção de carvão é flagrada submetendo 24 pessoas à situação de trabalho análogo ao de escravo
Entre elas, um adolescente de 17 anos exercia a atividade de desgalhador, presente na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil
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247 - Um grupo de 24 trabalhadores foi resgatado em condições análogas à de escravos, às quais estavam sendo submetidos na fazenda Água Limpa. A propriedade pertence à empresa PH Agronegócios e Participações – Exportação e Importação Ltda., de corte de eucalipto e produção de carvão, localizada na zona rural do município de Olhos D’Água (MG).
Entre os trabalhadores, havia um jovem de 17 anos na função de desgalhador, atividade que consta na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil. A operação de resgate foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Montes Claros em parceria com a Auditoria Fiscal do Trabalho (Ministério da Economia) e da Polícia Federal (PF).
De acordo com o MPT-MG, os trabalhadores estavam submetidos a condições subumanas, em um alojamento de alvenaria e telha de amianto, sem água potável, energia elétrica, geladeira e sanitários, sendo os trabalhadores obrigados a fazer necessidades fisiológicas no mato. Um caso típico de trabalho escravo contemporâneo,classificou a procuradora responsável pelo caso, Sarah Bonaccorsi. "Na prestação de serviço, não estava sendo realizado o controle de jornada, não foram fornecidos os devidos equipamentos de proteção individual (EPI’s) e tampouco havia treinamento para os trabalhadores”, descreve a procuradora.
A empresa será acionada judicialmente para assumir o pagamento de indenizações por dano moral individual e coletivo. A empresa será submetida às diversas restrições que existem para as empresas que são flagradas nesse tipo de conduta, como a inserção do nome da empresa na Lista Suja do Trabalho Escravo, a proibição de obter empréstimos com as instituições financeiras de caráter público, a possível expropriação da terra, entre outras medidas.
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