Família pede Justiça para Beto Freitas, assassinado em loja do Carrefour há quase um ano

Soldador João Alberto Silveira Freitas foi espancado e asfixiado até a morte no interior de uma loja do hipermercado Carrefour, em Porto Alegre (RS)

João Alberto Silveira Freitas
João Alberto Silveira Freitas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)


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247 - A família do soldador João Alberto Silveira Freitas, espancado e asfixiado até a morte no interior de uma loja do hipermercado Carrefour, em Porto Alegre (RS),  informou, por meio de uma declaração pública, que ainda espera por Justiça, passado quase um ano do crime. No texto, os familiares manifestam apoio às duas entidades paulistas que criaram o Coletivo de Advogados Cidadania, Antirracismo e Direitos Humanos, e indicam o desejo da criação de uma fundação sem fins lucrativos, que se proponha a perpetuar sua memória.

De acordo com reportagem do Afropress, os familiares de Beto Freitas ressaltam que a Justiça “deve ser traduzida na punição exemplar dos autores do bárbaro crime, a maioria dos quais está livre aguardando julgamento”. Apesar dos seis acusados terem prisão preventiva decretada pelo crime, apenas dois deles permanecem presos. 

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“Que a violência, cujas vítimas, quase sempre são pessoas negras como Beto, alvos de preconceitos, discriminação e estereótipos seculares, e a impunidade não se naturalizem nem se repitam. É o que esperamos. O Brasil todo espera”, diz um trecho da nota do escritório de advocacia Hamilton Ribeiro e Carlos Barata, assinada pelo pai de Beto, João Batista Rodrigues de Freitase a viúva Milena Freitas.

Ainda segundo a reportagem, a legislação e o  Estatuto da Igualdade Racial foram ignorados ignorados pelo acordo milionário de R$ 115 milhões assinado pelo Carrefour junto a duas entidades paulistas – a Educafro e o Centro Santo Dias. A família ingressou com uma ação pedindo para ser admitida no processo e que o montante resultante “de qualquer acordo ou condenação seja destinado a fundos de promoção da igualdade étnica para reparação do dano coletivo, conforme determina a Lei e o Estatuto da Igualdade Racial”, destaca o Afropress.

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 “O objetivo dessas entidades e do Coletivo que constituíram é atuar, como já estão fazendo, para garantir direitos protegidos pela Lei e pelo Estatuto e tenham na triste memória do assassinato cruel e racista de João Alberto Silveira Freitas um definitivo divisor de águas. A morte do nosso amado Beto Freitas não pode ter sido em vão”, acrescentam os familiares, conforme a reportagem.

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