Fachin suspende rescisão da delação de Joesley e Wesley

O procurador-geral da República, Augusto Aras, havia pedido ao STF a extinção dos acordos de colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, além dos executivos Ricardo Saud e Francisco de Assis

Joesley e Wesley Batista
Joesley e Wesley Batista (Foto: Reuters)


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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin determinou a suspensão do processo de rescisão das delações dos empresários da J&F Joesley e Wesley Batista por 60 dias. O despacho acolhe pedidos da Procuradoria-Geral da República e dos advogados dos colaboradores, que tentam uma última chance de repactuação do acordo.

“Considerando as explicitações das partes, acolho substancialmente as referidas manifestações para o fim de determinar a suspensão do exame das pretensões rescisórias apresentadas pela PGR enquanto se ultimam as noticiadas reuniões entre as partes com vistas a examinar a viabilidade de repactuação dos acordos de colaboração”, escreve, de acordo com relato publicado no blog do Fausto Macedo

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Em novembro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF a extinção dos acordos de colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, além dos executivos Ricardo Saud e Francisco de Assis. 

Na avaliação de Aras à época, os quatro delatores agiram com má-fé ao omitirem fatos ao Ministério Público Federal e contarem com a ajuda do ex-procurador Marcelo Miller, acusado de fazer “jogo duplo”, ao ajudar o grupo J&F enquanto ainda mantinha vínculos com a Procuradoria.

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