"Exigimos que a atitude seja investigada e punida com máximo rigor", diz MNU sobre caso Filipe Martins
Filipe Martins, assessor de Bolsonaro, foi flagrado durante sessão no Senado fazendo sinal com as mãos utilizado por supremacistas brancos
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247 - A coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), Ieda Leal, emitiu nota nesta quinta-feira (25) repudiando a atitude do assessor de Jair Bolsonaro Filipe Martins durante sessão no Senado Federal nesta quarta-feira (24).
Martins foi flagrado fazendo um sinal com as mãos utilizado por supremacistas brancos dos Estados Unidos.
O MNU pede que o ato seja "investigado e punido com máximo rigor".
Leia a nota na íntegra:
"Supremacia branca: engravatados racistas do Bolsonaro
Exigimos que a atitude seja investigada e punida com máximo rigor pelos órgãos competentes
Nesta quarta-feira (24 de março), três dias após o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, durante uma sessão remota do Senado, o assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, fez gestos neonazistas, utilizados por supremacistas brancos estadunidenses.
Na ocasião, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que participava da sessão, entendeu o gesto como obsceno e pediu que o assessor fosse retirado pela polícia legislativa. Esta é mais uma demonstração das pessoas que ocupam cargos de poder no governo Bolsonaro. Um governo fascista, genocida, racista e que prega todo tipo de discriminação.
Vale lembrar que não é a primeira vez em que o assessor mostra, publicamente, este tipo de posicionamento, já tendo usado lemas associados à ditadura da Espanha e publicado um poema em seu twitter que abre o manifesto de Brenton Tarrant, autor de um ataque de tiros em uma mesquita na Nova Zelândia, que deixou 50 mortos/as.
Exigimos que a atitude do assessor seja investigada e punida com máximo rigor. Neste momento, em que inúmeras vidas estão sendo perdidas para a COVID-19, se posta a urgência de ações de proteção à vida e contra qualquer tipo de discurso de ódio.
Enquanto coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), secretária de combate ao racismo da CNTE, secretária de comunicação da CUT Goiás e tesoureira do SINTEGO, com um histórico de luta de mais de 30 anos, repudio a ofensa proferida pelo assessor. Não podemos aceitar que em 2021, tais atitudes sejam postas à luz novamente impunemente.
Seguiremos na luta, vigilantes e acompanhando de perto, para que situações que causem crises contra a humanidade não sejam reafirmadas. Indo, neste momento, buscar nossos direitos e procurar todas as instituições para denunciar este senhor e pedir proteção às nossas vidas.
Ieda Leal, 55 anos, professora da Rede Pública de Goiânia, mãe, avó, mulher negra na luta e na resistência.
Coordenadora Nacional do Movimento Negro Unificado (MNU)
Secretária de combate ao racismo da CNTE
Tesoureira do SINTEGO
Secretária de comunicação da CUT Goiás".
Assista ao gesto supremacista de Filipe Martins:
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