Exército tentou driblar STF em julgamento sobre armas

Exército tentou inviabilizar o julgamento da corte sobre a revogação de portarias que aumentavam os mecanismos de controle de armas de fogo

(Foto: MARCELLO CASAL JR-AGÊNCIA BRASIL)


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247 - Documentos apontam que o Exército tentou driblar o STF (Supremo Tribunal Federal) para inviabilizar o julgamento da corte sobre a revogação de três portarias publicadas em abril do ano passado que aumentavam os mecanismos de controle e rastreamento de armas de fogo e munições.

Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que o Exército prometeu editar novas portarias que substituiriam as revogadas e teriam o mesmo objetivo de melhorar o controle sobre armas e munições. As normas só foram publicadas em 16 de setembro deste ano, um dia antes da análise da ação apresentada pelo partido no STF.

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Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, as novas regras ficaram prontas em dezembro de 2020 e permaneceram paradas na mesa do Comando do Exército por quase dez meses, até setembro de 2021. Os documentos foram obtidos pelo Instituto Sou da Paz, que os compartilhou com o jornal. 

Para especialistas, a cronologia dos fatos leva ao entendimento de que os militares tentaram inviabilizar o julgamento, uma vez que publicaram novas regras um dia antes.

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A manobra do Exército não teve sucesso, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu uma decisão individual para restabelecer a vigência das regras anteriores. Ele argumentou violação do princípio da impessoalidade, moralidade e interesse público.

Para especialistas, a decisão de publicar novas portarias que aumentavam o controle das armas e munições às vésperas do julgamento do STF que iria discutir a legalidade das normas ocorreu possivelmente para tentar impedir o julgamento da matéria.

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