Exército quer auditar urnas, mas não detecta fraude 'esdrúxula' em seu sistema de controle de munição

Desvio de munição só foi percebido porque investigadores da polícia civil solicitaram dados do sistema de controle de venda e estoque de munições do Exército, o Sicovem

(Foto: REUTERS/Carla Carniel | Exército Brasileiro | REUTERS/Jim Young | REUTERS/Lucas Jackson)


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247 - Enquanto as Forças Armadas desvia de suas funções para atender as caprichos de Jair Bolsonaro e lançar factoides contra o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas, uma suposta organização criminosa liderada por irmãos gêmeos do Maranhão, acusada de despejar cerca de 60 toneladas de munição no mercado ilegal do Brasil, conseguiu agir graças a falha primária no sistema de controle de venda e estoque de munições do Exército, o Sicovem. 

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, uma investigação da Polícia Civil e da Promotoria do Maranhão, aponta que membros de uma organização introduziram por mais de um ano, de novembro de 2020 a março de 2022, informações falsas no sistema do Exército, que não foram percebidas pelos militares. 

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Somente quando investigadores da polícia civil solicitaram tais dados é que os militares perceberam.

Ainda segundo investigadores, a fraude não foi detectada mesmo sendo bastante primária e facilmente perceptível para qualquer leigo. Relatório policial classificou as irregularidades como "esdrúxulas". 

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O método consistia no uso de um mesmo número de Craf (Certificado de Registro de Arma de Fogo) para várias vendas de munições, lançadas a uma série de nomes possivelmente falsos. Só no exemplo anexado ao inquérito, em 17 de janeiro de 2021, os supostos integrantes do grupo lançaram vendas para 20 pessoas, com nomes diferentes, mas todas com o mesmo Craf e, também, com idêntico número de nota fiscal.

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