Ex-presidentes do TSE saem em defesa das urnas eletrônicas: "jamais se documentou qualquer fraude"

Em nota, ex-presidentes do TSE e a atual cúpula apontam que a aprovação do voto impresso traria de volta um cenário de "fraudes generalizadas"

(Foto: ABr | Alan Santos/PR)


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247 - Ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além do atual, Luís Roberto Barroso, lançaram nesta segunda-feira (2) uma nota condenando o projeto do voto impresso, defendido agressivamente por Jair Bolsonaro. A informação é do blog de Valdo Cruz, no G1.

O texto também é assinado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. 

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Na nota, os magistrados apontam que a aprovação do voto impresso traria de volta um cenário de "fraudes generalizadas". 

"A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil", afirma um trecho do texto.

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"Jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança", dizem os ministros.

Eles destacam ainda que as urnas eletrônicas, ao contrário do que diz Jair Bolsonaro, são auditáveis. 

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"As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet".

Veja a íntegra da nota abaixo: 

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Nota pública

O Presidente, Vice-Presidente, futuro Presidente e todos os ex-Presidentes do Tribunal Superior Eleitoral desde a Constituição de 1988 vêm perante a sociedade brasileira afirmar o que se segue:

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1. Eleições livres, seguras e limpas são da essência da democracia. No Brasil, o Congresso Nacional, por meio de legislação própria, e o Tribunal Superior Eleitoral, como organizador das eleições, conseguiram eliminar um passado de fraudes eleitorais que marcaram a história do Brasil, no Império e na República.

2. Desde 1996, quando da implantação do sistema de votação eletrônica, jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança.

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3. As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet.

4. O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo. Muitos países que optaram por não adotar o voto puramente eletrônico tiveram experiências históricas diferentes das nossas, sem os problemas de fraude ocorridos no Brasil com o voto em papel. Em muitos outros, a existência de voto em papel não impediu as constantes alegações de fraude, como revelam episódios recentes.

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5. A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil.

6. A Justiça Eleitoral, por seus representantes de ontem, de hoje e do futuro, garanteà sociedade brasileira a segurança, transparência e auditabilidade do sistema. Todos os ministros, juízes e servidores que a compõem continuam comprometidos com a democracia brasileira, com integridade, dedicação e responsabilidade.

  • Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
  • Ministro LUIZ EDSON FACHIN 
  • Ministro ALEXANDRE DE MORAES
  • Ministra ROSA WEBER
  • Ministro LUIZ FUX
  • Ministro GILMAR MENDES
  • Ministro DIAS TOFFOLI
  • Ministra CÁRMEN LÚCIA
  • Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
  • Ministro MARCO AURÉLIO MELLO
  • Ministro CARLOS AYRES BRITTO
  • Ministro CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO
  • Ministro JOSÉ PAULO SEPÚLVEDA PERTENCE
  • Ministro NELSON JOBIM
  • Ministro ILMAR GALVÃO
  • Ministro SYDNEY SANCHES
  • Ministro FRANCISCO REZEK
  • Ministro NÉRI DA SILVEIRA

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