Estoque de medicamentos de intubação pode acabar em 48 horas na rede privada, diz associação de hospitais

Pacientes graves em UTIs da rede privada não poderão ser conectados ao oxigênio e podem morrer sufocados

Foram suspensas as internações para partos de alto risco de bebês prematuros no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM); foi detectada a bactéria KPC, resistente a antibióticos, e que representa riscos para pessoas com baixa imunidade, como pacientes de internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs)
Foram suspensas as internações para partos de alto risco de bebês prematuros no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM); foi detectada a bactéria KPC, resistente a antibióticos, e que representa riscos para pessoas com baixa imunidade, como pacientes de internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) (Foto: Leonardo Lucena)


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247 - A associação que representa os hospitais privados do Brasil afirma que a iniciativa do Ministério da Saúde de requisitar medicamentos da indústria usados para intubar pacientes e destiná-los ao SUS pode fazer com que eles acabem em até 48 horas em algumas instituições privadas.

O governo decidiu fazer as requisições depois de receber a informação de que os estoques do SUS poderiam terminar em 15 dias. Faltam sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares, essenciais para instalar o tubo de oxigênio nos doentes. Sem eles, não é possível socorrer pacientes graves que estão em UTIs e precisam de ventilação mecânica. E eles podem morrer sufocados.

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"Precisamos que o governo dialogue o quanto antes com o setor privado. Nossos estoques estão muito baixos e não estão sendo repostos pela indústria por conta das requisições administrativas que o ministério está fazendo nas fábricas", afirma o diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privado (Anahp), Marco Aurélio Ferreira.

"A situação é preocupante porque os hospitais estão lotados. Alguns medicamentos podem acabar em até 48 horas", afirma, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

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Uma pesquisa foi feita com os associados da Anahp nesta semana. Os hospitais informaram que o estoque de medicamentos duraria de 5 a 15 dias. Com a demanda explosiva, no entanto, e o corte de fornecimento, o prazo foi reduzido.

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