Esquema de 'escolas fake' do centrão foi turbinado com recursos do orçamento secreto de Lira e Ciro Nogueira

Sistema que direciona recursos de emendas parlamentares para o FNDE, controladopelos líderes do centrão, beneficia palanques regionais ds presidentes da Câmara e do Senado

Ciro Nogueira, Arthur Lira e Jair Bolsonaro
Ciro Nogueira, Arthur Lira e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)


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247 - O escândalo das “escolas fake”, no Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE),  presidido por Marcelo Ponte, indicado pelo ministro da Casa Civil e um dos líderes do centrão, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), tem como base as  emendas do chamado orçamento secreto, utilizado pelo governo Jair Bolsonaro para cooptar o apoio de parlamentares no Congresso. 

O sistema, que não garante a continuidade de repasses, inviabiliza a construção de 2 mil novas escolas prometidas, mas tem o potencial de turbinar a campanha eleitoral de aliados do Planalto. Além disso, ao priorizar os repasses para escolas que ainda nem saíram do papel, os recursos deixam inacabadas outras 3,5 mil obras do gênero. 

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“Ao todo, o governo precisa aplicar R$ 7,6 bilhões para dar conta das antigas e futuras construções. O esquema serve apenas para propaganda eleitoral. Com aval do governo, deputados e senadores iludem seus eleitores com anúncio de novas escolas e creches que, na prática, nunca sairão do papel por razões orçamentárias”, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.  

Atualmente, o FNDE conta apenas com R$ 114 milhões em recursos próprios. O valor, porém, poderá subir para R$ 367 milhões por meio das emendas de relator que são a base das indicações das emendas parlamentares por meio do orçamento secreto, que dependem da aprovação da cúpula do Congresso para serem liberadas. 

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“Desde que assumiu a Casa Civil, Ciro passou a ter o controle da parcela do orçamento secreto destinada ao Senado, estimada em R$ 5,5 bilhões para 2022. Por sua vez, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), define o destino da parte reservada aos deputados, um montante na ordem de R$ 11 bilhões”, ressalta a reportagem. 

Ainda segundo o periódico, “com um apadrinhado de Ciro no FNDE, as duas lideranças do Progressistas têm usado dinheiro da educação para compor palanques regionais". 

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