Escândalo do MEC fez o “governo Bolsonaro perder o prumo”, diz Humberto Costa
“O governo teme a CPI porque é bem provável que haja o estabelecimento de um vínculo muito próximo entre o ministro, esse esquema e o presidente Bolsonaro”, destacou o senador
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247 - O senador e presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), Humberto Costa (PT-PE), defendeu a instalação de uma CPI para apurar esquema de corrupção no Ministério da Educação. O ex-ministro da pasta Milton Ribeiro e o pastor evangélico Gilmar Santos foram presos na quarta-feira (22) em uma investigação da Polícia Federal sobre a intermediação indevida na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Milton Ribeiro deixou o cargo em março, depois de ter admitido que a pasta privilegiava, por recomendação de Jair Bolsonaro, prefeitos indicados pelos pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura no repasse de recursos do FNDE.
“O governo teme a CPI porque é bem provável que haja o estabelecimento de um vínculo muito próximo entre o ministro, esse esquema e o presidente Bolsonaro”, destacou o senador.
“O governo Bolsonaro perdeu completamente o prumo. Usando a expressão popular: o gato subiu no telhado. Se já estava difícil para o Bolsonaro ganhar essa eleição, depois desses episódios da morte de Genivaldo, em Sergipe, vítima da violência policial; depois o episódio dos combustíveis, que continua se prolongando; depois do episódio do assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira, e, agora, o ex-ministro da Educação preso juntamente com um grupo de lobistas, criaram um ambiente de muita dificuldade para Bolsonaro recuperar espaço eleitoral. E o desespero que se abate numa situação como essa vai produzindo cada vez mais insanidade”, analisou.
E acrescenta: “Bolsonaro desesperado é muito mais insano do que ele já é normalmente nas condições de temperatura e pressão habituais”.
Humberto Costa rebateu as declarações da base governista e também do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de que não cabe a instalação da CPI em um ano eleitoral.
“O papel que o poder legislativo tem de fiscalizar o poder executivo é constitucional diante de um fato como esse, o Congresso tem que se posicionar, investigar e fazer um inquérito para acompanhar aquilo que a polícia está fazendo”, declarou.
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