'Entrada de Moro e Dallagnol na política mostra que a Lava Jato tinha o poder como objetivo', diz Kakay

“Eles buscavam o poder. Despudoradamente. Criminosamente, pois instrumentalizavam o Poder Judiciário e o Ministério Público”, diz o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro

Kakay, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol
Kakay, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: Reprodução | Reuters | ABr)


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247 - O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirma, em artigo publicado em O Estado de S. Paulo, que a pré-candidatura do ex juiz Sergio Moro, condenado por parcialidade nos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o anúncio feito por Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato que é alvo de processos no Conselho do Ministério Público, demonstra que os integrantes da operação tinham “objetivos político-partidários e visavam ao poder. Simples assim”.

Para Kakay, “eles buscavam o poder. Despudoradamente. Criminosamente, pois instrumentalizavam o Poder Judiciário e o Ministério Público”. “Denunciaram, prenderam, sempre em nome de um projeto de poder. Não há nada mais grave! Destruíram famílias e reputações na obsessiva luta pelo poder. Destruíram empresas e empregos para atenderem aos interesses internacionais que eles representam. Destruíram o instituto da delação premiada para subjugar o cidadão, buscando a prisão como forma de humilhar e deturpar a realidade”. 

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Ainda segundo ele, Moro foi “o principal eleitor do fascista que hoje preside e destrói o país. E aceitou ser ministro da justiça ainda com a toga nos ombros; a toga que usou para prender o principal opositor do atual Presidente.  Mercadejou com a toga. Traiu o Judiciário. Corrompeu-se. Hoje não sou eu quem digo; é o Supremo Tribunal Federal. Um juiz que corrompeu o sistema de justiça. Corrupto. Mil vezes corrupto”.

O jurista ressalta, ainda, que o desligamento de Dallagnol do Ministério Público para disputar um cargo eletivo demonstra que ele irá “assumir o que sempre fez: política. “Outros do grupo virão. Que tenham a dignidade de não continuar usando o Judiciário e a força do Ministério Público. Sei que pedir dignidade é muito para esses usurpadores, mas que eles saibam que o país inteiro acompanha o pérfido jogo de poder que os sustenta. Vamos testá-los”, afirma. 

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