Enquanto era ministro, Moro minimizou interferência de Bolsonaro na PF
Na primeira investida de Bolsonaro para mudar o superintendente da PF no Rio, em agosto de 2019, Moro disse que foi apenas 'um mal-entendido'"
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247 - Os rumores de atritos entre Jair Bolsonaro e o então ministro Sergio Moro começaram em menos de um ano de governo. Tratado como "superministro" e com popularidade que disputava com Bolsonaro, Moro achou que podia fazer política apenas com a "opinião pública" e se viu diante de conflitos como o da flexibilização da posse de armas, aprovação do projeto anticrime e às pressões de Bolsonaro sobre a Polícia Federal.
Mas publicamente, o então ministro se recusava a comentar as atitudes do chefe. “Eu não contrario publicamente o presidente. Existe aí, evidentemente, uma cadeia de comando”, disse ele em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em janeiro deste ano.
Reportagem da Folha destaca que nesse período, Moro já estava em conflito com Bolsonaro por conta da Polícia Federal, mas ele só passou a denunciar três meses depois.
"Ele, no entanto, minimizou as investidas do chefe. Na ocasião, Moro afirmou que a primeira tentativa de mudar o superintendente da PF no Rio, em agosto de 2019, havia sido apenas fruto de 'um mal-entendido'", salientou a reportagem, destacando que Moro atribuiu publicamente aquela pressão a uma investigação sobre crimes previdenciários que levantava suspeitas sobre um homem identificado como Hélio Negão – codinome usado pelo deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), amigo de Bolsonaro.
“É um mal-entendido em relação a uma situação específica na Polícia Federal em que se inseriu fraudulentamente o nome de um deputado ligado ao presidente numa investigação”, afirmou Moro.
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