Enfraquecido, Bolsonaro muda discurso e diz que não trabalha por ruptura

"Não queremos, nem trabalhamos por ruptura. Nem sonhamos com isso", afirmou

Ato na Avenida Paulista em 24 de julho
Ato na Avenida Paulista em 24 de julho (Foto: Reprodução/Twitter | Elineudo Meira)


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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro assegurou nesta quinta-feira que os atos previstos para 7 de Setembro de apoiadores do governo serão pacíficos, e negou que haja qualquer movimentação por uma ruptura institucional.

Ao confirmar, em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, que vai participar dos atos em dois momentos --pela manhã, em Brasília, e à tarde na Avenida Paulista, em São Paulo-- Bolsonaro afirmou que as manifestações pedirão, entre outros pontos, o respeito a garantias de direitos individuais.

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"Não queremos, nem trabalhamos por ruptura. Nem sonhamos com isso. Agora, por outro lado, nós devemos lealdade ao povo brasileiro. Se estão pedindo --pelo que tudo indica, a Paulista vai ter um recorde de pessoas; Brasília, aqui, também-- essas pessoas, o que estão pedindo? Transparência, paz, tranquilidade, que se cumpra os incisos do Artigo 5º da Constituição, que fala das garantias dos direitos individuais", disse Bolsonaro na live.

O presidente aproveitou para voltar ao tema das eleições e do voto auditável, reafirmando o desejo do que chama de eleições limpas.

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"Nós queremos eleições, eleição renova o quadro, renova as esperanças para todos. Mas gostaríamos muito que as eleições fossem limpas, democráticas, e pudessem realmente transmitir a confiança para o eleitor de quem ele porventura for votar, o voto vai ser contado para aquela pessoa."

Incentivados por Bolsonaro, os protestos terão o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como principais alvos, em meio a uma crise institucional alimentada por ataques do presidente contra o Judiciário. O presidente insistiu, no entanto, que é um movimento "pacífico" e "ordeiro", e organizado de forma espontânea.

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Recentemente, organizadores dos atos nas redes sociais chegaram a planejar ataques diretos ao STF, com ameaças de invasão à corte e também ao Congresso, além de propostas de parar o país com greve de caminhoneiros até que ministros sejam afastados da corte. Há uma preocupação especial com a participação de PMs nos atos bolsonaristas.

O presidente, aliás, aproveitou a live para agradecer os policiais militares que estiverem presentes nos eventos de 7 de Setembro, a serviço: "Vocês são fantásticos nesses momentos", afirmou.

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Bolsonaro acusa ministros do STF de cercear a liberdade de expressão, principalmente no inquérito relacionado às fake news, que com frequência atinge sites de bolsonaristas e tem o presidente na condição de investigado.

Também reclama de decisões em que páginas "de direita" foram desmonetizadas por decisão do TSE e já criticou o fato de ter sido incluído em inquérito por vazar dados sigilosos de operação da Polícia Federal sobre ataque cibernético à corte eleitoral.

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