Emendas ao orçamento são a arma da cúpula do Congresso para reeleição em 2023
Há mais de 400 pedidos e liberação dos recursos está travada
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247 - Líderes do Congresso afirmam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estão usando as emendas parlamentares como arma pela reeleição ao comando das Casas, no início de 2023. É o que explica, na opinião desses líderes, o atraso na liberação da verba parlamentar.
Mais de 430 deputados e senadores já apresentaram proposta para destinar recursos para suas bases eleitorais, mas os R$ 16,5 bilhões reservados para as emendas estão praticamente parados.
Segundo esses parlamentares, o represamento inusual desses recursos tem o objetivo de contemplar com emendas o novo Congresso eleito em outubro, que é quem vai decidir a nova cúpula das duas Casas, informa reportagem da Folha de S.Paulo.
Se o deputado ou senador não se reeleger, dificilmente será contemplado com os recursos após outubro. Quem renovar o mandato ficará mais valorizado. Os novos parlamentares, embora não possam oficialmente receber verbas até assumir o mandato, podem também ser atraídos por promessas de herdar o apadrinhamento de emendas daqueles não reeleitos.
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