Em ‘semana decisiva’, bancários têm negociação e assembleias nesta terça

No sábado, bancários fizeram carreatas em São Paulo e outros locais do país, para protestar contra proposta apresentada pela Fenaban. Categoria espera por nova proposta. Trabalhadores nos Correios completam uma semana em greve

A categoria ainda fará novas assembeias na próxima segunda-feira para organizar o movimento. Os bancários pedem um reajuste salarial de 16%, contra os 5,5% proposto pela Fenabam
A categoria ainda fará novas assembeias na próxima segunda-feira para organizar o movimento. Os bancários pedem um reajuste salarial de 16%, contra os 5,5% proposto pela Fenabam (Foto: Fatima 247)


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Rede Brasil Atual - A uma semana do vencimento do acordo coletivo, os bancários entram em fase decisiva da campanha salarial. Nesta terça-feira (25), às 14h, o Comando Nacional da categoria tem nova rodada de negociação com a Fenaban, federação empresarial, e espera receber uma proposta melhor que as anteriores. No mesmo horário, haverá um “tuitaço”. Os trabalhadores têm assembleias marcadas para as 19h. A campanha envolve 453 mil empregados.

Na sexta (21), a Fenaban falou em reajuste zero e em retirada de direitos, proposta imediatamente rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários. No dia seguinte, quando foram feitas carreatas, os representantes dos bancos continuaram sem oferecer reajuste salarial, mudaram a proposta para a participação nos lucros ou resultados (PLR) – mas ainda inferior – e desistiram de cancelar a 13ª cesta-alimentação. Por outro lado, aceitaram discutir regras para o teletrabalho.

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Para o Comando Nacional, as propostas “ainda estão distantes das reivindicações” da categoria. “Mais uma vez afirmamos que não vamos aceitar propostas rebaixadas”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando. “Os bancos são o setor mais lucrativo da economia, mesmo na crise e na pandemia. Não têm, portanto, nenhuma justificativa para propor retrocessos.”

Correios

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Já os trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) completam amanhã uma semana de greve. Ainda repercute na categoria o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) relativo ao dissídio coletivo de 2019, concluído na sexta-feira. Para a direção da Fentect, federação nacional dos trabalhadores, que se reuniu no sábado com os sindicatos filiados, está claro “o caráter político e absurdo do julgamento do STF, que quebra a harmonia entre os poderes e pisa em cima de todo o ordenamento jurídico conhecido”.

Diante disso, eles decidiram pela “manutenção e ampliação do movimento”. Na próxima quinta (27), às 10h, os sindicatos promoverão um dia nacional de doação de sangue, com atos diante de hemocentros. Enquanto buscam o apoio da população para a campanha salarial, eles se articulam politicamente, reunindo-se com a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios.

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A Findect, federação interestadual, também criticou a decisão judicial. “A decisão do STF surpreendeu, porque o TST é o tribunal superior responsável por questões trabalhistas, e pela regulação da Justiça brasileira. Um ente superior não pode interferir no outro, a não ser que houvesse violação da Constituição, o que não ocorreu”, afirmou a entidade.

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