Em luta contra extradição, família de Assange participa de audiência na Câmara dos Deputados

Evento discutiu implicações do caso do jornalista do WikiLeaks para a liberdade de expressão

(Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)


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Brasil de Fato - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (6) uma audiência pública sobre o jornalista Julian Assange que contou com a participação, via videoconferência, de familiares do jornalista detido no Reino Unido. O evento foi realizado por requerimento do presidente da comissão, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

"Julian Assange está há 12 anos em privação de liberdade por ter revelado dados sigilosos que apresentavam graves violações de direitos humanos", destacou Silva em seu pedido.

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Os convidados da audiência foram: a advogada e esposa de Julian, Stella Morris Assange, Jhon Shipton e Gabriel Shipton, pai e irmão de Assange respectivamente, e Renata Ávila, advogada integrante da equipe que defende o jornalista do WikiLeaks.

Assange está na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres, e o Reino Unido autorizou sua extradição para os Estados Unidos, onde pode ser condenado a até 175 anos detido. A Casa Branca usa lei contra a espionagem da Primeira Guerra Mundial para processar o jornalista pela publicação de documentos e informações sigilosos que revelaram possíveis crimes de guerra dos Estados Unidos em suas invasões no Iraque e no Afeganistão.

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Em junho, a ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, autorizou o envio do jornalista para os EUA, processo de pedido de extradição que começou com o republicano Donald Trump e continua na gestão do democrata Joe Biden. A defesa recorre do caso.

"A maior ameaça à vida dele [Julian Assange] é o silêncio ao redor da situação. É um caso político. O Reino Unido tem uma ficção legal por meio da promotoria inglesa, mas aí é a extensão do que é claramente um caso político contra Julian, contra um jornalista que publicou informações verdadeiras que eram vergonhosas para o governo dos EUA", destacou Stella Morris Assange na audiência pública.

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Stella informou que Assange chegou a ficar seis meses sem ver seus advogados e está em um cela solitária. A advogada ainda afirmou que os Estados Unidos devem perceber que "o mundo está reagindo" com "desgosto e decepção" pela perseguição contra o jornalista do WikiLeaks.

Orlando Silva, por sua vez, classificou o caso de Assange como um "ataque à liberdade de imprensa" e afirmou que enviará uma representação ao governo britânico defendendo a liberdade do jornalista.

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