Em live, Bolsonaro ataca governadores e desafia:“duvido que a Justiça vá obrigar alguém a tomar vacina”
Ele disse ainda que não acredita que o Poder Judiciário vai atender a pedido de governadores e determinar a vacinação obrigatória contra o coronavírus
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247 - Jair Bolsonaro criticou a imprensa em sua live semana nesta quinta-feira (22) pela repercussão sobre a desistência da compra da Coronavac, a vacina desenvolvida na China contra a Covid-19. Ele disse que não há comprovação da eficácia do imunizante da vacina.
A afirmação é contraditória, já que também não há compravação da vacina do laboratório AstraZeneca, desenvolvida pelo laboratório da Oxford, e nem tem certificação da Anvisa, mas o governo federal editou uma medida provisória liberando R$ 1,9 bilhão de reais compra das vacinas.
“Queriam que eu comprasse US$ 100 milhões da vacina da China, mas a vacina não está pronta ainda. Não foi certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). E estou vendo órgão de imprensa batendo em mim”, afirmou Bolsonaro.
Ele disse ainda que não acredita que o Poder Judiciário vai atender a pedido de governadores e determinar a vacinação obrigatória contra o coronavírus, medida defendida pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
“O povo não vai admitir isso daí. Duvido que a Justiça vai obrigar alguém a tomar vacina algum dia. Brasileiro tem liberdade e ponto final”, disso o presidente, referindo-se à possibilidade de Doria levar para o Supremo Tribunal Federal (STF), em articulação com outros governadores, um questionamento sobre a postura federal.
Bolsonaro não perdeu a oportunidade de criticar João Doria, mas sem citá-lo nominalmente. “O que serviu muito essa pandemia para revelar foram os aprendizes de ditadores, figuras nanicas, hipócritas, idiotas, boçais, achando que mandam no estado dele”, atacou. “Tem um governador, não vou falar o nome dele, todo mundo sabe quem é, que está buscando maioria nos estados, já conseguiu uns oito governadores. Eles querem entrar com uma ação no Supremo para que cada estado determine se a vacina será obrigatória ou não. Em São Paulo, não temos dúvida de que será obrigatória, até porque o governador disse que seria obrigatória”, disse o presidente.
“Vai tomar vacina. Vai tomar você, pô. Vacina ou o que você bem entender. Coca-cola, Tubaína”, ironizou.
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