Em depoimento à PF, Pazuello agora muda versão do governo e diz que só foi alertado às vésperas do colapso em Manaus
Em depoimento à PF, Eduardo Pazuello mudou a versão do governo e afirmou que não soube do colapso no fornecimento de oxigênio a Manaus (AM) no dia 8 de janeiro. A versão da AGU direcionada ao STF foi oposta à fala do ministro
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247 - Em depoimento à Polícia Federal, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou a versão do governo e afirmou que não soube do colapso no fornecimento de oxigênio a Manaus (AM) no dia 8 de janeiro. A informação foi publicada pelo blog do Fausto Macedo. O titular da pasta prestou depoimento no dia 4 de fevereiro no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, em Brasília, no âmbito do inquérito sigiloso do Supremo que apura se o ministro foi omisso no enfrentamento da pandemia na capital amazonense.
A Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, que o governo federal sabia do iminente colapso do sistema de saúde no Amazonas 10 dias antes da crise.
De acordo com o general, o 8 de janeiro foi uma data inserida por engano em uma manifestação oficial do governo em outro processo do STF, em que partidos buscam garantir a vacinação da população brasileira contra a covid-19.
Ao fazer referência à manifestação da AGU, o ministro disse que "o documento mencionado nunca foi entregue oficialmente ao Ministério da Saúde, bem como a empresa nunca realizou contatos informais com representantes do Ministério".
Documentos públicos publicados pela Agência Sportlight também haviam apontado que o ministério da Saúde sabia do cenário crítico sobre o sistema de saúde em Manaus oito meses antes de ser constatada a falta de oxigênio em hospitais da capital amazonense.
O inquérito aberto pelo Supremo pode levar a uma condenação do general da ativa e até mesmo à sua perda de posto e patente pelo Superior Tribunal Militar (STM).
Caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se denuncia ou não o titular da Saúde.
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