Em depoimento à PF, Elcio Franco diz que Covaxin foi oferecida a US$ 10 para 'concorrer com o Butantan'
"Realmente alguém me informou que tinha um prognóstico, não me lembro do termo que usou, que tinha um preço de US$ 10. Eu acredito até que para fazer concorrência naquele momento com o Butantan", disse o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco à PF
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247 - Investigado pela CPI da Covid, o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, coronel Elcio Franco, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que a vacina indiana Covaxin foi oferecida à pasta por US$ 10, em novembro de 2020 ,para competir com a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Posteriormente, o laboratório indiano Bharat Biotech formalizou uma proposta ao preço de US$ 15 por dose. O contrato, porém, foi suspenso em função da suspeita de irregularidades e corrupção.
“Realmente alguém me informou que tinha um prognóstico, não me lembro do termo que usou, que tinha um preço de US$ 10. Eu acredito até que para fazer concorrência naquele momento com o Butantan, porque o preço da AstraZeneca ninguém ia conseguir concorrer, que era US$ 3 e pouquinho”, disse o ex-secretário à PF, de acordo com o jornal O Globo.
“Então acredito que para fazer concorrência com o Butantan, eles pegaram aquela faixa de US$ 10,50, US$ 10,80, que era do Butantan, e falaram uma coisa em torno de US$ 10”, completou. Ainda segundo ele, o preço de US$ 10 teria sido dito por "alguém que falou ali em português" e que aquele momento era "bastante prematuro" para definir o preço, já que o imunizante ainda não havia sido aprovado em testes clínicos feitos na Índia.
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