Em depoimento à Justiça, ex-empregado diz que Bolsonaro sabia de corrupção dos filhos

“Eu repeti em audiência o que disse à coluna, que eu recebia do gabinete, mas devolvia o dinheiro”, disse o ex-empregado. Marcelo Luiz, ex-empregado da família Bolsonaro , que prestou depoimento ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal

(Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição/Divulgação)


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247 - Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, ex-empregado da família Bolsonaro, disse em depoimento na última segunda-feira (18) ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, que Jair Bolsonaro era quem determinava quem administrava o esquema corrupção nos gabinetes de Flávio e Carlos Bolsonaro em seus gabinetes na Assembleia Legislativa e na Câmara do Rio.

De acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, a acusação foi encaminhada ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Rio de Janeiro, onde Flávio Bolsonaro foi denunciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (roubo praticado por funcionário público), devido a este caso. Carlos Bolsonaro também é investigado no MPRJ.

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O ex-funcionário reafirmou ao MP o que já havia dito ao jornalista Guilherme Amado, em setembro último, de que Bolsonaro tirou o comando das mãos de sua então mulher, a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, e passou para os filhos quando descobriu estar sendo traído por ela.

“Eu repeti em audiência o que disse à coluna, que eu recebia do gabinete, mas devolvia o dinheiro”, disse o ex-empregado. Marcelo Luiz detalhou como foram os quase 14 anos que trabalhou para Flávio Bolsonaro. Segundo ele, atuou na campanha de 2002 de Flávio para deputado estadual e entre 2003 e 2007, foi lotado no gabinete dele na Assembleia Legislativa.

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"Marcelo confessou ter devolvido 80% de tudo o que recebeu no gabinete de Flávio nos quase quatro anos em que foi seu servidor: cerca de R$ 340 mil no total", destacou o colunista.

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