‘Em defesa do Brasil, não temos direito a ingenuidade nem de perder tempo’, diz Carol Proner
A jurista citou exemplo do conflito na Ucrânia e a Lava Jato com o objetivo de alertar para a necessidade vigilância contra possíveis interferências estrangeiras no Brasil
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247 - A advogada Carol Proner alertou, nesse sábado (2), para a necessidade de setores da política institucional e da sociedade civil se unir contra possíveis interferências estrangeiras no Brasil. A jurista citou a Lava Jato, que teve a participação dos Estados Unidos em uma operação responsável ao menos 4,4 milhões de empregos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os relatos dela, que também mencionou conflitos na Ucrânia, foram publicados pela Rede Brasil Atual.
"Quando a Operação Lava Jato estava no auge, não tínhamos a noção de que era um ataque coordenado contra a economia nacional, com foco e consequências diretas no desenvolvimento do Brasil", disse a jurista no 6º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
De acordo com a jurista, "não temos mais o direito à ingenuidade". "O Brasil, infelizmente, ainda depende muito do dólar. Por isso, o Brasil do futuro, aquele que os trabalhadores vão ajudar a reconstruir, não tem direito à ingenuidade internacional. Nós não podemos mais perder tempo, temos de desenvolver estratégias de defesa ou logo também seremos campo minado de países terceiros. O que acontece na Ucrânia, pode vir acontecer conosco", disse.
"O povo de uma nação sofrer por interesses de nações terceiras. Talvez até já estamos sofrendo, mas de maneira não tão grave como lá, por enquanto", acrescentou.
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