Em carta de despedida, chefe da Aeronáutica diz que FAB é instituição de Estado que defende Constituição

Em carta de despedida, o comandante da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez disse que a Força Aérea é uma instituição de Estado e que a missão de seus integrantes é “balizada pelos inarredáveis preceitos constitucionais”

Antônio Carlos Bermúdez
Antônio Carlos Bermúdez (Foto: Reprodução)


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247 - Em carta de despedida, o comandante da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez, demitido pelo novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, disse que a Força Aérea é uma instituição de Estado e que a missão de seus integrantes é “balizada pelos inarredáveis preceitos constitucionais”.

Ele agradeceu ao efetivo da FAB durante os “tempos difíceis” da pandemia, destacando que os seus integrantes atuam para salvar vidas. “Portanto, prezados integrantes da Força Aérea, acreditem na relevância da nossa missão que, balizada pelos inarredáveis preceitos constitucionais, coopera para a soberania daquilo que nos cabe: o espaço aéreo”, afirmou.

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“Na manhã de hoje, tomei conhecimento da decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, de exonerar-me do comando da Força Aérea Brasileira. Recebi essa notícia como um bom soldado, que dedicou 46 anos de sua vida a servir seu país”, escreveu.

Bermudez e os dois outros comandantes das duas outras Forças - Exército, Edson Leal, e Marinha, Ilques Barbosa - se reuniram na manhã desta terça-feira, 30, com Braga Netto e seu predecessor, general Fernando Azevedo e Silva, e tiveram uma discussão tensa. Todos foram demitidos.

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Braga Netto demite comandantes das Forças Armadas

Em reunião com os três chefes das Forças Armadas - Pujol (Exército), Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) - e o seu predecessor no ministério da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, Braga Netto anunciou a substituição dos três oficiais. Netto assumiu o ministério nesta segunda-feira, 29, após Jair Bolsonaro realizar uma reforma geral nos ministérios do governo federal.

Segundo a jornalista Miriam Leitão (O Globo), Bolsonaro demitiu o general Fernando Azevedo justamente para tirar o general Edson Pujol do comando do Exército. Ela alegou que Pujol não queria usar a Força como instrumento pessoal de Bolsonaro e tinha o apoio do então ministro da Defesa.

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Além disso, entrevista do responsável pelo departamento-geral de pessoal do Exército, general Paulo Sérgio, para o Correio Braziliense, defendendo o isolamento social e o uso de máscaras para preservar os integrantes da Força diante da pandemia teria sido mais um dos pretextos de Bolsonaro para demitir o ex-ministro.

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