Em audiência na Câmara, Barroso volta a condenar voto impresso
O presidente do TSE Luís Roberto Barroso, defendeu em audiência na Câmara dos Deputados o voto eletrônico sem a emissão do registro em papel
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247 - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quarta-feira (9) que, a eventual aprovação do voto impresso no Brasil vai acabar com um sistema que ajudou a “derrotar um passado de fraudes”.
O ministro elogiou o sistema de urna eletrônica, que em sua opinião é seguro, transparente e auditável, informa a Folha de S.Paulo.
Já os defensores do voto impresso defendem que a mudança é necessária para auditar os resultados.
Após ressaltar todas as etapas de auditoria do sistema eletrônico, o presidente do TSE afirmou que a decisão de adotar o voto impresso é uma decisão política. Isto significa que se o Congresso Nacional decidir que deve ter voto impresso e o Supremo validar, vai ter voto impresso, afirma, o que na sua opinião vai piorar o sistema eleitoral.
O presidente do TSE listou todas as dificuldades de implantar o voto impresso no país, entre estas o custo de R$ 2 bilhões, a necessidade de realizar licitação para compras de urnas e aquele que considerou o pior problema, o risco de quebra do sigilo. Segundo ele, o voto impresso pode criar o risco de quebra de sigilo e fraude.
Outro risco , na opinião do magistrado, ocorreria na recontagem dos votos, quando seria possível saber a composição do voto do eleitor com o voto impresso, "de um modo que quem comprou pode ir lá verificar se foi entregue a mercadoria". "Pode até combinar com o eleitor: 'você vai anular o voto de deputado estadual botando esse número aqui.' Na recontagem, você vai lá e verifica se o sujeito que vendeu o voto de fato entregou a mercadoria."
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